sábado, 5 de março de 2016

O mundo além do retrato em preto e branco






Brasil! Precisamos superar a preguiça mental de ver tudo em preto e branco e reaprender a raciocinar "colorido". A realidade não se resume a ser "contra" ou "a favor" de tudo, como esse mundo minúsculo de redes sociais nos quer adestrar a crer.

O que aconteceu ontem foi um abuso, uma ilegalidade, não poderia ter acontecido. Manifestar meu apoio a um cidadão que sofre um abuso de autoridade não significa que eu abone todas as suas condutas, que "ponha minha mão no fogo" por ele (Eu não ponho, por ele nem por ninguém!), assim como fazer oposição ao governo não deveria ser motivo para aplaudir uma condução coercitiva de um cidadão que não foi sequer intimado. Se há tantos indícios e provas, Lula deve ser investigado, processado e julgado. Será inocentado ou condenado? Não sei, e acredito que a mim cabe não o ateste da culpa ou da inocência de ninguém, mas sim lutar por suas garantias constitucionais, pelo devido processo legal. Isso não é "defender bandido", é defender a lei e a democracia! Minha convicção pessoal sobre Lula, assim como sobre cada liderança e força política que apoio ou deixo de apoiar, vai além de uma análise meramente jurisdicional. Acredito e defendo um legado, um projeto, de maior justiça social, de soberania e independência do Brasil, de uma atuação solidária nas relações internacionais, de fortalecimento do Estado Brasileiro. Um legado desse período em que vivemos em que há maior oportunidade de crescimento pessoal e social de uma camada da população antes relegada a migalhas. Hoje Lula é quem melhor representa este legado, e não há como desvincular um ataque abusivo a Lula de um ataque abusivo a este projeto.

Apontar erros, falhas discordâncias com uma organização, pessoa ou instituição não significa que eu seja CONTRA elas. Sim, tenho muitas reservas quanto à Operação Lava-Jato. Entendo que é uma operação que poderia ajudar muito mais o Brasil se não estivesse sendo instrumentalizada para uma disputa de poder político da oposição contra o governo. Isso pra mim está muito claro, basta constatarmos que Aécio já foi citado CINCO vezes em delações e nunca foi chamado a depor, enquanto Lula não foi citado em nenhuma e ontem foi conduzido à força, num espetáculo midiático. Os vazamentos, (que nem deveriam ocorrer, isso é um escândalo!) são seletivos e atingem apenas membros do governo ou aliados. A utilização de orgãos de mídia para formar uma opinião sobre os fatos e os investigados é flagrante. Porém, apontar desvios e discordâncias com a Lava-Jato não significa que sou CONTRA investigação de corrupção. Sabemos que existem esquemas de corrupção que precisam ser investigados. Existem muitos e graves indícios de que políticos e empresas tenham por décadas mantido um relacionamento de promiscuidade nociva ao país e isso só acaba quando soubermos a real dimensão dos fatos e os envolvidos de todos os lados forem exemplarmente punidos. Sem parcialidade, pois a parcialidade na condução dos trabalhos da Lava-Jato pode comprometer a justeza dos resultados da operação.

Conseguir enxergar "colorido" também nos permite raciocinar para além da esfera meramente jurídica/processual, de apontar culpados ou inocentes. Há muito mais que uma guerra de "justiceiros" CONTRA "bandidos" nessa história. É preciso compreender que há uma disputa pelo poder acirrada, que atinge todas as instituições envolvidas. Isso não quer dizer que eu seja CONTRA o Judiciário, a Polícia Federal ou o Ministério Público. Eu não poderia ser contra orgãos de vital importância para a República brasileira!  Porém, essas e todas as instituições são formadas por PESSOAS, que possuem seus interesses pessoais, de classe, familiar, etc. Concurso público NÃO É ATESTADO DE IDONEIDADE e há no serviço público muitos desvios de conduta sim! Ignorar isso é ingenuidade ou má fé. A sociedade precisa rasgar o véu dessa “casta” de pessoas “acima da moral, infalíveis”. As disputas de interesse permeiam TODAS as instâncias do Estado brasileiro e quando temos consciência disto, somos capazes de lidar com essas contradições sem mistificações. É preciso começar a separar o joio do trigo no serviço público brasileiro, pois embora existam os que se deixam instrumentalizar, há uma MAIORIA de servidores dedicados, honestos e probos, que estão tentando fazer sua parte por um país melhor.

Hoje podemos ver no Congresso Nacional como essa polarização é danosa para o país. Deputados se comportam de forma oportunista e irresponsável, se negando a seguir com a pauta legislativa, obstruindo votações importantes, rejeitando leis das quais o Brasil precisa, apenas por serem "oposição". Aproveitam-se de uma crise econômica para agravar uma crise política, transferindo para a população todo o ônus desse jogo de poder. Liderados por Eduardo Cunha (esse sim, com culpa no cartório em documento assinado em três vias e com firma reconhecida), esses parlamentares abusam da dicotomia NÓS X ELES, ignorando na cara dura os preceitos constitucionais e democráticos de legitimidade. Essa lógica precisa ser superada, o Congresso Nacional não é uma arena e nós não somos a torcida na arquibancada. Não podemos admitir desmandos e manobras que atingem frontalmente nossa democracia! Está em curso uma tentativa de golpe ao mandato da presidenta Dilma e, sejamos oposição ou situação, é preciso compreender que não há possibilidade de o Brasil, ou qualquer país, melhorar ou superar uma crise por meio de um golpe. Apenas se conseguiria criar um quadro perigoso, de insegurança e de muito confronto social. Quanto a isto, lutarei com todas as forças e todas as armas que a condição de cidadã brasileira me permite, para que seja respeitada a vontade popular manifestada nas urnas, e para que não tomem nossa Republica no tapetão!



Enfim, tento ao máximo respeitar opiniões contrárias porque entendo que esse esforço pode me recompensar com o rompimento da "bolha" de amizades virtuais. É difícil não levar para o lado pessoal, mas é preciso ter consciência de que aquele que pensa diferente não é necessariamente um inimigo. Por outro lado, também não cabe a ingenuidade de achar que todos são bem-intencionados. Existem muitos provocadores e disseminadores de mentiras atuando nas redes e nos principais meios de comunicação do Brasil cujo objetivo é enlaçar a sociedade numa rede de desinformação e intolerância. Esses devem ser desmascarados, combatidos e constrangidos, pois num contexto político e social tão complexo, dividir a sociedade em "contra x a favor" apenas nos coloca a todos em um ringue onde a vitória vai apenas para os agenciadores da luta.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Golpe e Manchetes recicladas

Mesmas manchetes, mesmas táticas
Se é possível descrevermos de uma maneira mais simples que está acontecendo hoje no Brasil, podemos dizer que todo esse "turbilhão"  tem duas raízes  principais:
1. Uma crise global que na fase atual atinge as economias emergentes, como Brasil.
2.A aliança entre os interesses imperialistas (que objetivam retomar a influência e controle na América Latina) e setores da oligarquia financeira nacional ligados à direita mais conservadora( ansiosos por retomar o poder perdido em 2002 para outro grupo político). Em suma, disputa pelo poder agravada pela crise internacional.

Não temos hoje no Brasil nada pior do que tínhamos há 15 ou 20 anos. A economia é mais sólida, mercado mais diversificado, a ascensão social ocorrendo como nunca, programas sociais amenizando as desigualdades sociais, educação sendo democratizada, e, por fim, denúncia e combate à corrupção oriunda da relação promíscua que existe entre o Estado e o capital privado.

A "maior crise da história" não passa de um elaborado argumento midiático que nem novo é: também com Getúlio e Jango passamos pela "maior crise da história" e a moralidade foi utilizada como desculpa para golpes ( um tentado e outro consumado). Os grandes desafios que o Brasil enfrenta hoje, da retomada do crescimento e da industrialização, do desenvolvimento, da distribuição de renda, do aperfeiçoamento da democracia e defesa da soberania, se fazem nesse contexto e o caminho para o enfrentamento desses desafios passa pela manutenção do mandato da presidenta Dilma.

Por isso, não compactuo, não me permito usar por grupelhos golpistas, não me omitirei em nenhum momento em denunciar: golpistas não passarão! Nem os lobos e nem o "cordeiros". De boas intenções o inferno está cheio. Se querem melhorar o Brasil, que comecem respeitando a nossa democracia e o voto da maioria que foi às urnas em Outubro!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Um testamento para 2016 (quem são, Getúlio, os inimigos da Nação?)



“A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios.
Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o povo seja independente.”
(Trecho da Carta-testamento de Getúlio Vargas)
Foi no ensino médio que li pela primeira vez a carta-testamento de Getúlio Vargas. Um texto forte de um homem que, ao abdicar da própria vida, realizava o último movimento tático numa guerra em que estava em jogo o nosso direito ao desenvolvimento.

Aquele texto me impressionou e deixou intrigada: quem são esses “inimigos da Nação”? Quem são essas “forças ocultas”? Era difícil compreender como poderia haver alguém que intencionasse entregar nosso país, desfazer-se de nossas riquezas, acabar com nossos direitos. Mas havia. E ainda há.

Temos visto com o PL 4330 o avanço da precarização das relações de trabalho. Direitos trabalhistas são tratados como “encargos” que “encarecem a atividade produtiva”. Empregos mais precários são mais baratos e rendem mais. Mas...para quem? Os que defendem a terceirização são os mesmos que foram contra a CLT de Getúlio. E também exatamente os mesmos que sempre foram, e continuam sendo, contra qualquer iniciativa de distribuição justa das riquezas. Opositores do desenvolvimento, e da independência do Brasil.

Os inimigos enfrentados por Getúlio, e depois por Jango, são os mesmos que enfrentados nos dias de hoje. Há um mercado internacional, ávido por lucro fácil, inconformado por não haver retomado o poder nas eleições de 2014 e que, aliado a uma classe nacional que se beneficia economicamente com a desregulamentação e a especulação, atua fortemente contra os avanços sociais e o projeto de desenvolvimento nacional retomado a partir da eleição de Lula.


A polêmica das terceirizações é mais um capítulo perigoso da batalha atualmente em curso na política nacional. As tais “aves de rapina” não hesitarão em passar por cima da Constituição e zombar da nossa democracia. Assim o fazem bradando pelo impeachment da presidenta e aprovando a institucionalização dos currais eleitorais, o chamado “voto distrital”. O campo nacional, desenvolvimentista e progressista enfrenta uma forte ofensiva dos grandes grupos econômicos, financistas e especuladores internacionais. É preciso aglutinar forças em um amplo campo de resistência, em defesa da democracia, do desenvolvimento e dos interesses do Brasil e do povo brasileiro.

sexta-feira, 20 de março de 2015

O Barco

                                                                                                            Imagem:internet


A gente pode nunca mais saber quem é, depois que entra nesse barco. 
No instante do embarque é tanta desfazença, que só cabe quem tiver vazio ou muito cheio. 
Agente pode, talvez, nunca mais se recuperar desse deslembramento e por isso é que ninguém quer. Mas acontece que todo mundo, um dia, vai.

Dentro dele, não se sabe a hora de nada: o acontecido vai aparecendo, e aí só tem como esperar ou cumpliciar. Não dá nem pra saber se é bom ou ruim, porque só depois que desce é que a gente entende. 

E aí, o barco já virou vento, já virou espuma, já virou mar...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Tentativa de golpe: o Brasil resiste


Está em curso uma tentativa de intervenção em nosso país, com o objetivo de modificar as posições atualmente adotadas pelo governo brasileiro especialmente quanto ao apoio à formação do bloco do sul e do BRICS e o desenvolvimento da produção energética. 

A tática aplicada, chamada "golpe branco" não é a mesma das duras intervenções militares de décadas anteriores. Consiste em inicialmente desconstruir elementos de identificação do povo como membros de uma Nação, através de mecanismos culturais, o chamado “soft power”. O próximo passo é desestabilizar os líderes, desacreditar governos, insuflar revoltas na população e conta com apoio massivo da mídia para desinformação, semeando principalmente o sentimento de caos. Grupos treinados e infiltrados em várias instâncias de movimentos sociais e institucionais dão assistência, a exemplo dos Black Blocs e similares. Daí, alcançando-se a instabilidade social e política, decorre-se a deposição do governante (algumas vezes se utilizando do Judiciário, outras, o Legislativo, ou, em alguns casos, simplesmente assassinando o governante ou líder) e nomeia-se o interventor, tudo sob o mais cínico argumento de defesa da democracia, ou dos direitos humanos, ou simplesmente da "moralidade". 

Esse tipo de golpe vem sendo aplicado ampla e diariamente. Ele é televisionado, mostrado nos noticiários, aclamado nas redes, mas os bastidores e os verdadeiros interesses nunca são revelados por esses meios. Na América Latina, várias tentativas sem sucesso na Venezuela, uma com sucesso no Paraguai, uma tentativa contra Lula e duas em andamento hoje: na Argentina e no Brasil. Ucrânia, Líbia, receberam o golpe, Irã e China são alvos constantes. Recentemente Julian Assange denunciou a existência desse método de intervenção e alertou a América Latina de que somos um alvo. Aliás, essa operação não é secreta, as teses do novo tipo de golpe são bem explicadas até por membros do governo americano, ex agentes da CIA, e mesmo em discursos e textos dos formuladores das teses, que podem ser acessados pela internet. Não há segredo porque as populações alvo desse tipo de golpe geralmente já foram preparadas para recebe-lo como uma "benfeitoria" a seu país e não desconfiam de que são a bola da vez. 

Os objetivos dessas intervenções geralmente são: a ocupação de território estratégico, apropriação de riquezas naturais (principalmente energéticas), derrubada de governos que oponham resistência política ou ideológica ou "atrapalhem" o andamento dos dois primeiros objetivos. O Brasil se encaixa especialmente nos dois últimos, pois, além das enormes reservas petrolíferas e aquíferas, ocupa hoje posição de destaque junto aos BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sula, que está criando um banco próprio, com moeda própria, desbancando o dólar em suas operações internas) e articula a união dos países do sul em fóruns e blocos econômicos e políticos, principalmente protegendo o mercado interno e incentivando o desenvolvimento regional. 

O centro da máquina de fabricar golpes está na conexão Londres-Washington e eles contam com apoio massivo das redes de televisão e rádio a seus serviços, que são as maiores e mais influente mundo. No Brasil, apenas algumas poucas e pequenas redes independentes não estão subordinadas à estrutura midiática anglo-americana. Em discurso recente, papa Francisco denunciou manipulação e desinformação da população pela mídia, que é um dos principais instrumentos desse tipo de golpe.

Não devemos permitir que intervenham em nosso país de nenhuma maneira, pois os exemplos mostram que nos países onde o golpe foi perpetrado, nada de bom foi alcançado, nenhum dos objetivos "prometidos". Esses objetivos escusos estão maquiados em forma de "combate à corrupção", mesmo argumento utilizado em vários países golpeados, porém não há intenção nenhuma de enfrentar o problema da corrupção. O que devemos fazer então? Como sempre, o caminho mais fácil e mais curto, cheio de promessas é o mais atrativo, mas temos que percorrer o caminho mais longo: aprovar leis, fiscalizar como cidadãos, inserir-nos na vida política do país e acabar com a ideia de que a cidadania serve apenas para eleger um mandatário e aguardar sua benevolência. Existem vários instrumentos de participação popular das decisões, formas de o povo se organizar para implantar políticas em seus bairros, cidades, estados e no país. Sim, este é o caminho mais longo, trabalhoso, mas é o único possível para o verdadeiro amadurecimento da nossa democracia. Clamar por um interventor é iludir-se de que virá um salvador da pátria resolver em um estalar de dedos um problema tão complexo, enraizado nas próprias instituições democráticas. NÃO NOS PERMITAMOS SERVIR COMO INOCENTES ÚTEIS PARA UMA INTERVENÇÃO EM NOSSO PAÍS. Vamos refletir e pesquisar sobre estes fatos.









domingo, 8 de fevereiro de 2015

Mais energia para o Brasil



Parque de energia eólica: setor cresce rápido, mas ainda é insuficiente

Alguém disse que a culpa do aumento da gasolina é minha, por ter votado na Dilma. Pois eu poderia dizer que ainda bem que elegemos Dilma, pois senão o aumento seria ainda maior. Poderia, mas com esses argumentos simplistas, de "luta de torcidas", acabamos perdendo oportunidade de debater o problema com a seriedade que ele merece. Assim, prefiro dizer que não votei na Dilma apenas para aumentar ou diminuir a gasolina. Eu votei e elegi um projeto para enfrentar, dentre outros, o desafio da produção energética no Brasil(incluo aí os combustíveis).

Neste ponto, a mídia anda fazendo uma apresentação irresponsável do problema, colocando como se o aumento dos preços fosse questão de vontade da presidenta, e que ocorreu para cobrir o "rombo" na Petrobrás.  Não podemos permitir que toda a investigação desses escândalos de corrupção tenha o efeito contrário do desejado: varrer os corruptos da Petrobrás deve servir para fortelecê-la, não para desmoralizar e destruir a nossa estatal. Assim, é importante termos a noção de que o preço do combustível não aumentou "por causa da Petrobrás", mas sim apesar de todos os esforços feitos para segurar os preços, tendo chegado a estatal a comprar o combustível por um preço mais alto do que o de venda para o mercado interno, tudo para evitar que os preços subissem. A mídia esquece que há poucas semanas estava ela mesma defenestrando o governo por segurar os preços da gasolina, alegando que não é papel do Estado intervir em questões econômicas e que o mercado é quem deve livremente definir os valores praticados (e graças a essa "lei de mercado" os donos dos postos agora aumentaram os preços em valores acima do reajuste). Da mesma forma, não fazem circular a notícia que a Petrobrás vem batendo anualmente recordes em produção e arrecadação e que a queda ou aumento do valor de ações não define por si só o declínio ou expansão de uma empresa, mas reflete movimentações e arrumações do mercado. Um exemplo são as empresas de Eike batista que, dias antes de quebrar, contavam com cotações altíssimas na bolsa.

Há dez anos retomamos um importante projeto, que é base para o nosso desenvolvimento: a produção energética. Vivemos uma década de estagnação nesse setor, mas a partir de Lula foi conferida uma nova (mas ainda insuficiente) política energética para o país. A Petrobrás expandiu as pesquisas e a produção (daí a descoberta do Pré-sal), tivemos investimentos em novas matrizes energéticas. Hoje o Brasil é um dos que mais investe em energia eólica e fechou um grande acordo com a China para pesquisa e produção de energia solar. O que precisamos agora é aprofundar essa estruturação, avançar com a construção de hidrelétricas, que produz energia limpa, vencer o que desejam a privatização da Petrobrás, retomar a produção de energia nuclear, enfim, defender nossa autonomia para produção da nossa própria energia. São esses alguns dos desafios e acredito que a presidenta Dilma quem tem compromisso com esses objetivos. A indicação do ex-presidente do Banco do Brasil sinaliza nesse sentido: a Petrobrás não se curvará aos interesses predatórios do mercado e precisa permanecer servindo de esteio para o projeto nacional de desenvolvimento.

É por isso que lutamos!