sábado, 3 de setembro de 2011

Como Acontece? A montagem de uma chapa de vereadores


" - Alguém aí vai sair pra vereador?"

Já declarei outras vezes a opinião de que a formação política do cidadão é fundamental para o amadurecimento de toda a sociedade. Infelizmente nossa estrutura de Poder e a forma como a política é desempenhada no Brasil muito pouco favorece a essa formação. A vida dos agentes públicos parece muitas vezes distante, e a população tem pouco contato com as práticas mais básicas e elementares da atividade política. Um exemplo disso é o processo de organização das candidaturas e chapas para a disputa eleitoral. A falta de informações dos bastidores faz com que a política se assemelhe a uma cartola de onde de uma hora pra outra PIMBA!, surgem os candidatos: prefeitos, vereadores, senadores, governador, todos saindo da convenção e prontos pra campanha. Como presidente municipal do PCdoB tenho acompanhado de perto esse processo, que exige habilidade, persistência e dedicação. Em algumas linhas posso relatar um pouco de como essa experiência tem se dado em nosso partido.
Começo falando do grande momento por qual passa o PCdoB em todo o país. Crescimento, avanço, visibilidade. Esse novo momento nos impulsiona a abraçar novos desafios: tornar o Partido Comunista cada vez mais influente nas idéias e na política brasileira. Acreditamos que podemos dar uma contribuição consistente ao desenvolvimento brasileiro, ajudar a melhorar a vida do povo. Causa justa, programa socialista renovado, vamos às ruas! Nesse rumo, o PCdoB adota uma interessante estratégia para as eleições de 2012: formação de chapas próprias de vereador, com candidaturas a prefeito onde for possível. Atenção especial para as capitais.
Em resposta a essa orientação nacional, mas também atento às demandas locais, o Partido em Maceió pôs em andamento uma tática diferente daquela adotada nas eleições anteriores: ao invés de concentrar as forças da militância em uma ou duas candidaturas com chances de disputa e apoiados em uma coligação, optamos por construir uma chapa própria de vereadores, ampla, diversificada, representativa e viável. A coligação não está descartada, mas digamos assim, que a chapa própria é o plano número 1. Hoje contamos com um mandato do PCdoB na Câmara Municipal, com o vereador Marcelo Malta. Com essa estratégia, objetivamos conquistar no próximo pleito, no mínimo, duas vagas.
Já adentramos no mês de Setembro e agora corremos contra o tempo. Estamos nas últimas semanas para o fim do prazo de filiação, para aqueles que querem se candidatar. É preciso estar filiado ao partido escolhido até um ano antes do pleito, ou seja, até outubro desse ano para quem quer se candidatar em 2012. Essa dança das cadeiras nos partidos, numa primeira visão, parece ser meio sem lógica: uns saem de lá pra cá, outros de cá pra lá. Na verdade lógica existe, melhor dizendo, lógicas existem, pois os motivos e fatores políticos, econômicos e ideológicos que movem a formação de uma chapa ou uma filiação são infindos.
O que geralmente se busca na corrida eleitoral é a chamada “viabilidade”. Essa viabilidade diz respeito ao tamanho e peso da chapa. Quantos votos o grupo é capaz de arrecadar e quantos votos cada candidato pretende obter. Nesse sentido, buscamos uma chapa que seja viável para nossos candidatos, combinando essa viabilidade com o nosso perfil partidário.  Consideramos o campo político no qual estamos inseridos, nacionalmente com Dilma e localmente junto aos partidos que marcharam juntos na eleição de 2010 em torno da candidatura de Ronaldo Lessa. Somos oposição ao atual governo de Alagoas, e isso também está bem claro na estruturação da nossa chapa.
Outro ponto de destaque é o perfil das candidaturas. O PCdoB vem amadurecendo em todo o Brasil uma política de ampliação do Partido, ou seja, abrir as filiações para pessoas que se identificam com os ideais democráticos e progressistas. Tal movimento de abertura podemos fazer, principalmente, porque confiamos na nossa estrutura partidária, na nossa capacidade de formar quadros e de identificar e resolver  problemas internamente. Se um cidadão deseja apresentar à população uma candidatura de espírito avançado, democrático, com trabalho concreto e perspectivas de mudanças, esse projeto cabe no PCdoB. Esse perfil tem sido observado na nossa construção em Maceió, buscando por entre os militantes do partido, e já temos alguns nomes importantes, mas também na sociedade, nos movimentos sociais, entre os jovens, lideranças de bairros, trabalhadores, artistas e pessoas que já tiveram a oportunidade de se candidatar em pleitos passados.
Chegamos então a um momento ao qual posso me referir como “busca por candidatos”. Alguns demagógicos podem se escandalizar com esse termo, mas, se quero retratar as coisas tal e qual elas são, acredito que esse é o termo que melhor explica o que acontece nesse período. Uma corrida de todos, eu disse TODOS, os partidos por filiações. Alguns com maior intensidade, outros de forma bastante pragmática, uns de maneira mais tímida, sem maiores pretensões.
Como não é da nossa política contratar pessoas pra se candidatar nem manter lideranças à base do clientelismo, optamos pelo caminho que nos cabe: apresentar nossas idéias e possibilidades, nosso projeto, e convencer pessoas a aderirem a ele. Ligamos, marcamos uma conversa e vamos munidos do Programa do Partido e do nosso projeto eleitoral. Reunimos semanalmente os pré-candidatos e pessoas que querem conhecer melhor o grupo. Trocamos idéias, sugerimos novos nomes. Fazemos assim para ficar claro que é uma chapa construída com a participação de todos, onde cada passo é público e aberto a sugestões. Não tem filiação “às escondidas” nem bomba no dia da convenção partidária.
É claro que esse método - que alguns chamam de rústico – é o caminho mais trabalhoso e pode não ser o mais eficiente. Lutamos aqui para alcançar o patamar que o PCdoB atingiu em alguns estados e cidades, em que as próprias lideranças se mobilizam e chegam às fileiras partidárias. Até lá, vamos fazendo assim, com os pés no chão, do nosso jeito. Nossa aposta é na vontade que o povo de Maceió tem de conquistar uma vida melhor. E tem dado certo!

Não posso aqui deixar de reafirmar a importância e urgência da Reforma Política. Nosso trabalho estaria em muito facilitado se nossa estrutura eleitoral primasse as idéias às pessoas, os partidos aos projetos pessoais. O financiamento público de campanha pode uniformizar as campanhas e dessa forma democratizar o pleito e ao mesmo tempo coibir a corrupção. O voto em lista fechada põe em destaque trabalho coletivo, as idéias do grupo, relativizando a influência pessoal do candidato. Com essas mudanças, dentre outras, com certeza estaríamos em outro patamar na construção da nossa chapa.
Bem, acredito que deu pra pincelar rapidamente minha visão do processo de montagem de chapa pra vereador. Espero que, além de contribuir para a boa formação política, tenha também conquistado mais um para essa batalha. Minhas segundas intenções aqui são claras: se identificou? Então venha ser candidato a vereador pelo PCdoB!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O Power nosso de cada dia...


Final de semana corrido e significativo em vários aspectos. Em meio à tensão de construir uma boa conferência Municipal do PCdoB, o alívio de dar tudo certo e o atraso pra pegar o ônibus pra Recife, sinto tudo girar em torno de um eixo de satisfação. Dá trabalho e cansa, ser muitas e eu mesma e mudar de novo a cada segundo.
Quase perdi a hora da rodoviária, pois a conferência acabou um pouco mais tarde do que previa. Por sorte minha mochilinha com algumas coisas estava no carro (cuidados do preto), pois saí  convicta de que daria tempo de passar em casa, tomar um banho. Não deu. Antes de ir, cai no meu colo mais um abacaxi bem chato de descascar: ainda problemas de campanha pra resolver. Tem jeito, mas dá trabalho.
Não podia deixar de ir, nem queria. Quando a gente ama de longe tem que respeitar a saudade e muitas vezes fazer sua vontade. A minha e a dele. Chegar linda, cheirosa, bem humorada e disposta. Sem cara amassada de quatro horas de viagem. Dá? A gente faz o que pode, mas às vezes alguma coisa fica pra trás. Dessa vez foi a calça jeans: só tinha vestido na bolsa. E curto! Não dá pra ir pra o debate na Assembléia Legislativa... tudo tem jeito.
Sair no sábado, voltar pra Maceió na segunda. Sempre compensa. Mais ainda em ouvir o pequeno dizer, pela primeira vez, que ficou com saudades e dizer antes de ir embora: “mas você só ficou um dia!” Tem como não querer voltar logo? E tem ainda o carinho, o cuidado de perto que há de se ter. Sem falar nas outras coisas...que são fundamentais. O bom é conseguir fazer tudo ao mesmo tempo, mantendo o ritmo de cada coisa.
Já me recolho, amanhã é terça e logo está na hora da transformação: arte de toda mulher.


Vamos lá meninas, amanhã ainda é terça-feira


P.S.  Também recebo neste fim de semana  a noticia triste de um amigo que se foi. Militante da UJS, Alexandre havia sido eleito delegado à Conferência Estadual do PCdoB. Dedicadíssimo. Há que se superar o insuperável. Fica a oração pelo conforto da família.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

14 conselhos para ter um infarto feliz


Quando publiquei estes conselhos 'amigos-da-onça' em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.
Duvido que você não tenha um belo infarto se seguir esses conselhos
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Dr. Ernesto Artur - Cardiologista

  1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias;
  2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos;
  3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde;
  4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem;
  5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios, etc;
  6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes;
  7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro;
  8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro. (e ferro enferruja! rs);
  9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo;
  10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo;
  11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos;
  12. Sempre vá dormir tarde todo dia e acorde cedo também, não perca tempo dormindo o necessário, pois dormir pelo menos 7h todo dia é coisa de gente boba;
  13. Seja sempre muito estressado e impaciente com tudo e com todos, afinal você é o único que poderá resolver qualquer coisa;
  14. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Mãos ao alto: os desafios de ser uma militante política

-Teje preso!   -Mas o que eu fiz?   -Filiou-se a um partido político
Num mundo que prega a “imparcialidade” a “neutralidade” e outras “semgracices”, ter opinião formada pode ser uma atitude vista com desconfiança. Filiar-se a um partido político, então, é como perder um naco da credibilidade que o mundo presenteia aos que cumprem com presteza à tarefa de seguir sem questionar. Se você, como eu, é também filiado a algum partido político ou organização política já deve saber: pertencemos a uma “categoria à parte”, que merece ser observada, questionada e vista com muita, mas muita desconfiança.

Claro que não me acho inferior, nem superior, nem nada disso. Somos todos iguais em potencialidades, defeitos e virtudes, acredito. Mas essa... vamos chamar de desconfiança, existe sim e podemos percebê-la a todo momento, nos mais variados meios. Desconfia-se dos políticos, de todos eles. Desde o deputado até do professor que insiste em apresentar idéias questionadoras em sala de aula. E não vejo a corrupção ou o mau desempenho da função por alguns eleitos como motivos capitais dessa desconfiança. Há uma resistência, um senso comum, uma idéia difundida na sociedade de que quem tem opinião formada é sempre suspeito para falar, que quanto mais “imparcial” é o sujeito, melhor.

Esse “senso comum” é na verdade um poderoso aparato ideológico difundido com o objetivo de manter as coisas exatamente do jeito que elas estão. Se não se questiona, nada é mudado. É a despolitização das instituições, das profissões, da economia, dos problemas, do Direito, da educação, das relações sociais. Despolitização de tudo e de todos. Assim, o professor deve ensinar estritamente o que está no programa, nada de dar opiniões. Se isso ocorre, há o risco de a faculdade, ou os próprios alunos, questionarem que a matéria não está sendo passada. Profissionais que ingressam em sindicatos passam a ser vistos como “arrumadores de confusão”. Estudantes que ingressam no Movimento Estudantil são preguiçosos que não gostam de estudar. Pessoas que se filiam a partidos políticos querem enriquecer, estão corrompidos ou são no mínimo... muito suspeitas!  São tempos em que integrar um partido não é crime, mas beira à imoralidade. A radicalização dessa situação pode levar a uma absurda criminalização da política, pelo Direito, pela moral e o senso comum.

POLÍTICA?    NÔU    NÔU    NÔU
No meio disso tudo optei por ser uma militante, por me filiar a um partido político, um partido Comunista, o PCdoB. Não sei se conseguiria me sentir confortável de outra maneira que não fosse questionando e apresentando opiniões. A desconfiança que recebo faz parte. Fiz essa opção primeiro por acreditar que é possível modificar a atual estrutura da sociedade. O mundo não foi sempre assim e não precisa ser assim para sempre. Não é justo nem natural que alguns poucos recebam tantos benefícios à custa do sofrimento de tantos outros. Segundo, por entender que somente de maneira organizada poderemos chegar às mudanças concretas. São nas organizações sociais que o povo traça suas estratégias, propõe e age com mais força. Refletindo mais a fundo, percebi que os problemas do Brasil são tão profundos e complexos que não basta somente atuar como estudante, ou como mulher, ou ambientalista ou em uma área limitada. Era preciso atuar como agente político, que remexe toda a estrutura da sociedade, que apresenta alternativas para grandes mudanças. Pra transformar de verdade, é preciso Poder de verdade. Os partidos são a forma através da qual a sociedade pode se organizar para atuar politicamente em nosso país. A disputa pelos espaços de poder é legítima, mas foi afastada do povo pelo discurso da corrupção e da despolitização.

"PRU ou PCCT ou PQV ou PTDO ou..."
 Claro que ninguém é ingênuo de achar que todos os partidos estão imbuídos apenas de questões ideológicas, que todos os políticos trabalham por uma causa coletiva e que não há desvios ou corrupção nesse meio. Há, claro e muito, até porque são espaços de grandes batalhas, que envolvem grande decisões e...muito dinheiro! Grande parte da culpa por essa visão deturpada da política se deve à maioria de políticos e partidos que trabalham de maneira meramente eleitoreira, quando não, corrupta. Esses vícios podem ser combatidos, sim, e isso apenas se faz convivendo com eles. Por isso mesmo defendo uma reforma política que valorize a questão ideológica dos partidos, favoreca a pluralidade e transfira para o centro da batalha eleitoral o debate de idéias, não o poder econômico ou influência pessoal do candidato.

É "de candidato"??
 Por vezes me deparo com medidas de restrição à presença de partidos e agentes políticos em determinados meios, eventos e lugares. São medidas tomadas a pretexto de garantir a integridade ou a imparcialidade, mas que demonstram exatamente o medo de alguém que tem opinião. Essa restrição na verdade é ofensiva para todos, pois subentende a falta de opinião dos demais presentes que, coitados, por serem tão vazios, correm o risco de serem influenciados ou ludibriados. No fundo é também o medo de não saber contrapor, questionar ou apresentar idéias contrárias. Ora, não há nenhuma idéia ou má intenção que não possa ser desmascarada por outra idéia!
vista a camisa, tome partido, seja lá ele qual for
O que eu acho é que a participação política deveria ser estimulada desde a escola, com noções de Direito Constitucional e de História do Brasil DE VERDADE (não a versão da carochinha). O ideal seria que o engajamento em partidos e organizações fosse sentido por todos como um dever de cidadão, não como um projeto pessoal ou uma forma de conseguir privilégios. A repulsa à política, aos partidos e organizações apenas favorecem aos que contam com a ignorância e a inércia do povo para permanecerem onde lhes convém. É preciso acabar com essa idéia de que ser democrático é não defender idéia alguma, é não ter uma bandeira. Isso é ser alienado. Democrático é abraçar o debate de idéias e respeitar as diversas opiniões, mesmo que contrárias às suas.

Ser filiada a um partido requer paciência e firmeza, por todas essas questões. Trabalhar por um projeto coletivo quando a corrente do rio nos leva a nadar por projetos pessoais às vezes faz eu me sentir uma E.T., é verdade! Há quem me olhe com pena, lamentando que uma pessoa tão inteligente (cof, cof) poderia estar cuidando da vida de uma maneira mais digna, sem esse negócio de partido. Com muita educação devolvo a pena: fico com a satisfação de cada vitória conquistada.

"Fico com a satisfação de cada vitória conquistada"

P.S Nem tudo está perdido. Enquanto à procura de um local pra realização de um evento do partido ouvimos que determinado teatro público "não abre para eventos de cunho político" (hã?), realizamos na semana passada uma excelente discussão sobre o Código Florestal, organizada pelo PCdoB, no auditório da Faculdade Maurício de Nassau, que nos recebeu em nome do bom debate e da democracia. Nossos agradecimentos.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Quero andar de bonde



Não se pode negar o esforço feito pelos governos de forças progressistas que dirigem Pernambuco para encontrar saídas pro caos do transito da região metropolitana. De medidas corajosas a exemplo da inversão do fluxo de boa viagem, a caxangá e sua paralela até mesmo medidas que servirão de exemplos ridículos como a desagradável ‘obra’ da avenida conde da boa vista.

Não sou daqueles que acham que o problema é a existência de muito carro, que todo mundo hoje em dia tem um carro, não penso assim. Acho que as pessoas têm que ter seus automóveis, passear com a família, sair de rock com os amigos e até ir trabalhar. Acredito que nosso problema principal está na política de transporte de massa de qualidade.

Vejo com entusiasmo as intervenções que o governo de Pernambuco apresenta, com terminais integrados, corredores exclusivos e vias elevadas para ônibus. Tá massa. Mas é para ônibus. Sempre vi o centro do Recife com glamour, mesmo diante de tanta desorganização causada pelos ambulantes e pela extravagância do seu transito. Praticamente todas as linhas de ônibus do grande Recife passam pelo centro.

Desde 1999, quando deixei minha querida Petrolina pra morar no Recife, sonho em ver e andar de bondinho, como antigamente, circulando no centro da nossa capital ligando a “Estação Recife” a diversos pontos turísticos e comerciais. Desobstruir a Av. Conde da Boa Vista, usar a AV. Mário Melo (uma avenida inútil hoje em dia) e exterminar a existência de ônibus no centro fazendo-os retornarem do Derby e do parque 13 de maio.

O bonde elétrico no Recife foi oficialmente lançado no dia 13 de maio de 1914. Acompanhou o progresso, as mudanças socioeconômicas, a moda, as ascensões e quedas de governos. Com a segunda grande guerra, foi ficando mais complicada reposição de peças, motores elétricos, lâmpadas, madeiramento para os bancos, etc. O desaparecimento desses coletivos, que tantos e tão bons serviços prestaram aos recifenses, foi um processo lento e moroso. Enquanto foi possível manter o serviço, mesmo em condições precárias, o povo usou o bonde até sua extinção total no final dos anos de 1950.

É preciso requalificar os trens, modernizar os metrôs e o velho bondinho. Falo isso, porque luto e acredito num avanço civilizacional no nosso país. Uma metrópole que beira os 4 milhões de habitantes não pode estruturar seu sistema de transporte urbano baseado especificamente em ônibus, é preciso retomar o sistema de transporte via trilhos abandonado no século passado.

Book - a revolução tecnológica!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

“As dúvidas são muitas, mas tenho grandes certezas, e estas me movem”.

Entrevista concedida ao conversa.com, no blog do walter Sorrentino




Mirelly Francesca Sarmento Câmara. 27 anos, advogada, pós-graduanda em Direito Constitucional. Fui catequista na paróquia de Santa Luzia, em Maceió; coordenadora geral do Centro Acadêmico Guedes de Miranda (Direito UFAL); coordenadora financeira do DCE UFAL e Presidente estadual da UJS/AL. Hoje, presidente do PCdoB Maceió e Direção Nacional da UJS.

Mirelly, obrigado por esta conversa.com. Você é blogueira, o baiãodedois é legal e criativo. Como ele nasceu? Você gosta de escrever?

É bom participar dessa conversa, eu que agradeço o convite! Bem, o Baião é um Blog conjunto meu e de Ossi Ferreira, pensado com muito carinho e executado no imprensado do dia-a-dia. Criamos esse espaço com objetivos pessoais, como um canal de diálogo, já que moramos um tanto distante, mas também atentos à necessidade de colaborar na luta de idéias. Posso ser bem precisa quanto ao surgimento do projeto: foi durante o Encontro Sobre Questões de Partido, em SP. Lembro que falei na minha intervenção justamente da importância de os militantes colaborarem na compreensão da realidade brasileira através da elaboração e compartilhamento de opiniões. Partimos então para a prática e, juntos, um ajuda o outro e fica mais fácil. Porém não é um Blog monotemático: falamos de política, música, impressões do cotidiano, coisas de meninas e de meninos, de tudo um pouquinho. http:blogbaiaodedois.blogspot.com

Bem, mas quem é você? Uma jovem que já tem uma trajetória rica de atuação política na UJS. Como isso começou?

Sou filha de uma família de classe média. Estudei em escola particular, e aos 18 ingressei na Universidade Pública. Acredito que muito do que somos é formado pelas pessoas que temos à volta, então, o que sou hoje são também meus amigos e minha família. Meus pais são minha principal fonte de formação. Tenho um irmão, mais velho, de quem levei alguns cascudos, mas que também me protegeu sempre. Mainha às vezes nos levava para a universidade, quando tinha que assistir aulas e não tinha com quem nos deixar. Ela formou-se em Educação Física na UFAL e era também militante do Movimento Estudantil. Foi do DCE na Gestão Revertério. Acho que tudo começou aí. Ela e meu pai filiaram-se ao PCdoB e de certa forma havia já esse canal aberto quando ingressei na Universidade. Porém não havia uma influência direta e eu me sentia muito à vontade para circular entre os vários grupos e ideologias da Universidade. No 49º Congresso da UNE fui eleita delegada pelo curso, isso eu já estava no 4º ano da faculdade. Foi então quando me filiei à UJS e um ano após, ao PCdoB.

Você terminou os estudos? Gosta de ler, estudar?

Estou formada em Direito, já com a minha OAB, graças a Deus. No primeiro semestre de 2012 concluo minha pós em Direito Constitucional e vou tentar o Mestrado. Não sei quando, mas vou (risos). Não tenho muita pressa, vou devagar vencendo cada etapa e até agora essa estratégia tem dado certo. É o meu jeito: uma coisa de cada vez!

E quais são teus maiores outros gostos? Literatura, música, balada… Qual tua cara, Mirelly?

Gosto de trocar idéias com os amigos, vagar pela net, ver TV, namorar. Não sou muito baladeira, prefiro um programa mais light. Me atrai o contato com novas tendências da música, literatura e programas culturais. Mas não sou uma “bossal culturalesca”, de jeito nenhum! Passeio com tranquilidade entre conteúdos mais variados de jornais, livros e revistas; ouço forró, pagode, rock, reggae, bossa nova, samba; gosto de tudo um pouco. Fico profundamente irritada com rótulos e preconceitos que alguns insistem em impor a determinados conteúdos e ritmos. Pra mim, se é pra ser feliz, tá valendo! Minhas últimas aventuras: Livro, A Mulher de Trinta Anos (Balzac); Filme, Grande Demais para Quebrar; Música, baixei o DVD da Paula Fernandes!

Como e quando foi isso de PCdoB?

Minha militância iniciou-se na Universidade, o que lamento profundamente: gostaria de ter tido a chance de militar no ME Secundarista, tão de luta. No movimento estudantil de Direito tive minhas primeiras experiências e transitei por diversas correntes de pensamento. Cheguei a duvidar da importância de um partido político, influenciada por idéias do multiculturalismo ao anarquismo e teorias pseudo-revolucionárias. Foi, por incrível que pareça, no Fórum Social Mundial de Porto Alegre, em 2005, que caiu a minha ficha. Lá eram majoritárias as correntes da contra-organização, pelo movimento espontâneo, mas soaram mais conseqüentes aos meus ouvidos as sábias palavras de Boaventura de Souza Santos e José Saramago, alertando para a necessidade fortalecermos a democracia e os movimentos de chegada do povo ao Poder. Enquanto crescia minha admiração pelo Presidente Lula, em quem tinha votado, me encantou ver um presidente a discursar na defesa apaixonada do socialismo: Hugo Chavez. Não tive mais como deixar de enxergar o que tinha ficado óbvio: para chegarmos ao socialismo o povo precisa chegar ao poder. Para isso, é necessário um Partido de vanguarda, marxista-leninista, que compreenda com acuidade a realidade e aponte para o povo, caminhando junto com ele, o caminho para chegar lá. Daí para enxergar no PCdoB esse partido, foi um pulo. Ingressar no PCdoB foi uma decisão amadurecida, bem pensada e que mudou a minha vida. Na época, tanto eu quanto o partido aqui em Alagoas passávamos por momentos de definição e acredito que os rumos agora estão bem determinados. Tenho muito carinho e gratidão por esse partido, que foi e continua sendo essencial na minha formação política, profissional e de cidadã.

Você tão jovem já preside o partido em Maceió. Além da experiência política acumulada na juventude, quais características suas que você pensa fazê-la merecedora de tanta confiança do partido?

Acho que fui conquistando a confiança do partido na medida em que fui também confiando nele. Quando a gente acredita em uma causa nos entregamos a ela e, quando essa causa é justa, recebemos os méritos dessa entrega. Talvez minha experiência como catequista (de 2000 a 2005) tenha desenvolvido em mim uma capacidade de lidar com conflitos e diferenças desde cedo. A gente ensinava às crianças, mas muitas vezes tínhamos que lidar com problemas familiares, da comunidade, pessoais, enfim, ter habilidade para conjugar tudo isso.

Acho que é preciso paciência para perceber os frutos da nossa ação. Compreender que os resultados serão aqueles que a vida quer e que muitas vezes não corresponderão às nossas expectativas. Não cheguei ao Partido para saciar anseios pessoais, para “me resolver” ou “me encontrar”, mas para construir uma nova realidade para meu País. Ao contrário, essa luta muitas vezes requer que deixemos de lado projetos e planos, que percamos um pouco de nossa paz interior, nossa saúde, e tudo mais que o mundo aponta como necessário para sermos felizes. E, que contradição, é assim mesmo que sou feliz! Ser presidente do comitê da nossa Capital tem sido um desafio grande para mim, porém o partido pode ousar em confiar essa tarefa a uma jovem militante também porque nossa política é coletiva e conto com a parceria e experiência dos demais camaradas que me acompanham nessa peleja.

Como quadro de partido, jovem e mulher: o que mais faz falta em tua formação e na atitude do partido para tua formação?

Como militância pra mim não é passatempo, mas projeto de vida, tenho que conciliar o ritmo de tudo e isso às vezes exige mais dedicação a uma ou outra coisa em determinados períodos da vida. Porém nada que cause grandes transtornos à minha formação, que acredito ser, acima de tudo, responsabilidade própria minha. Não vejo que minha condição de mulher ou de jovem tenha dificultado minha trajetória em ponto algum. Se houve dificuldades nesse sentido, não percebi. Sinto que o Partido tem crescido muito e por vezes, infelizmente, não temos pernas para acompanhar esse crescimento. Vi alguns companheiros se perderem na batalha, pela vida, por questões pessoais ou políticas e me entristece que não tenhamos tido condições de trabalhar mais próximo a eles e talvez evitado o afastamento. Por isso mesmo vejo com grande entusiasmo essa nova política de acompanhamento de quadros do PCdoB.

Juventude brasileira – qual a cara dela, os anseios dela, segundo tua vivência?

Isso de decifrar a juventude é bem complicado. Sempre é complicado generalizar. Acredito que hoje há uma busca maior por auto descoberta. A internet ampliou o mundo de tal forma que já não sabemos o que é real e o que é “fake”. A cultura massificada acaba por massificar também grande parte dos nossos sonhos. Por outro lado, há a oportunidade para a criatividade, e a opinião e personalidade de cada um se globaliza na blogsfera.

Vemos por todo o mundo os jovens rebelando-se, em busca de melhores condições, mais oportunidades. A juventude não é alienada e passiva, como a mídia tenta passar. Acontece que é muito difícil desvendar a cortina de fumaça que lançam à nossa frente e passar a enxergar os verdadeiros fios e cabos que movem toda a estrutura.

Hoje no Brasil novas perspectivas foram abertas. Mais possibilidades de formação, de ingressar na Universidade, de fazer um projeto dar certo. Vejo um certo otimismo no ar, apesar das dificuldades externas e dos grandes dilemas internos.

Mas as dificuldades para a juventude são grandes, pois não?

É, são grandes mesmo! O “mundo moderno” exige muito do jovem, que se decida, que produza, que se forme, profissionalmente e pessoalmente, cada vez mais cedo. Felizmente não caí nessa pilha: quero ser competente e feliz, naquilo que eu escolhi ser. E como e quando vou escolher… eu que decido! Também vejo como uma ilusão essa de “escolha definitiva”. A vida está aí pra ser vivida e o mundo é complexo demais para ser reduzido a escolhas feitas na juventude. Acho que esse é um grande dilema hoje para os jovens, que são cobrados para encontrar soluções para os problemas do mundo, porém apenas lhes são apresentadas ferramentas para solucionar questões individuais, em âmbito familiar ou corporativo. Ainda faltam perspectivas e oportunidades, exige-se compromisso com uma sociedade que não os acolhe e apego a causas que lhes foram impostas. Conseguir vencer tudo isso e passar a integrar um projeto coletivo, com responsabilidades compartilhadas, para além da competição, requer esforço pessoal, mas também um tanto de sorte, tanta é a pressão e o controle ideológico contra tal.

E você? Onde você pensa estar ou alcançar em dez anos?

Olha, em meu coração tenho Maceió como a melhor e mais bonita cidade do Brasil. Com muitos problemas, sim, mas não a trocaria por nenhuma outra. Apesar disso, porém, apenas duas coisas me fazem ainda estar aqui: a militância no PCdoB de Alagoas e meus pais. Meu coração está dividido irremediavelmente entre Alagoas e Pernambuco e creio que isso nunca mais se resolverá! Eu e Ossi temos conversado e em breve chegaremos a uma definição quanto a isso. Ele mora em Olinda, tem uma vida lá e para mim seria mais fácil sair do meu lugar para acompanhá-lo. Chega uma hora em que a gente quer o nosso cantinho e isso fica mais forte que o aconchego da casa dos pais. Por outro lado, sei que ainda tenho muito trabalho a fazer por aqui, são muitas demandas, muitas expectativas. Alagoas merece crescer, se desenvolver e sinto que o melhor que posso fazer pela minha terra é contribuir para o avanço na sua política. Vejo isso como um dever ao qual não posso me furtar.

Ainda não decidi se quero ser mãe, gostaria de já ter claro isso: SIM ou NÃO! Mas a dúvida persiste e acho que quem vai acabar decidindo por mim será a natureza mesmo. Profissionalmente, pretendo avançar nos estudos e, quem sabe, dar aulas, ser professora. Sim, é uma coisa que gostaria de fazer.

Então, tudo isso eu falei para dizer que: não sei como será daqui a um ano, quem dirá daqui a dez! Sei que quero continuar militando no PCdoB, crescendo profissionalmente, colaborando na luta de idéias, e permanecendo ao lado das pessoas que amo. As dúvidas são muitas, mas tenho também grandes certezas, e são essas que me movem.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Manifesto: Maceió Merece Mais Democracia

Na manhã do dia 08/08, várias lideranças, partidos, entidades e organizações reuniram-se para debater a temática da ampliação da representatividade na Câmara de Maceió. Como resultado, elaborou-se uma carta-manifesto, subscrita por todas as esntidades que corroboram com as mesmas ideias. Acreditamos que essa ampliação não apenas é possível como necessária ao fortalecimento da democracia em nosso Município.

Solicitamos que demais entidades, lideranças ou cidadãos que queiram assinar enviem um email para democraciamaceio@gmail.com com o nome completo e entidade que faz parte e/ou profissão.

Em breve estaremos realizando um grande debate público, aberto à população, para que se possa avaliar todas as questões pertinentes ao tema.

Colabore repassando este email e divulgando o Manifesto em sites, blogs ou outras mídias

Saudações!

MACEIÓ MERECE MAIS DEMOCRACIA

Tendo em vista o debate público acerca do aumento da representação popular na Câmara de Vereadores de Maceió, os partidos, entidades e lideranças que abaixo subscrevem vêm a público apresentar à população alguns esclarecimentos e opiniões.
Primeiramente, temos convicção de que o aumento do número de vereadores é medida democratizadora, visto que possibilita uma maior participação popular no Parlamento.
A representação do povo é o fundamento do Parlamento e da Democracia e os critérios de representação devem acompanhar o aumento das demandas sociais. Hoje essa representação está defasada, se considerarmos que Maceió possui o mesmo número de 21 vereadores há mais de 30 anos, tendo a população crescido nesse período quase 200%. Ainda, em número de bairros passamos de 14 para 52, um aumento bastante significativo. A proposta de aumento de vagas na Câmara é importante para a correção dessa proporção da representatividade.
A própria Constituição Federal preocupa-se em restabelecer essa proporcionalidade, estipulando através da Emenda Constitucional 58/09 que Municípios do porte de Maceió podem ter até 31 vereadores, sendo dever das Câmaras Municipais corrigir as distorções na sua representatividade.
Por fim, está clara a condição de que os recursos financeiros recebidos pelo Parlamento não poderão sofrer acréscimo, visto que a própria Constituição Federal determina o limite de gastos, ainda que aumentado o número de vereadores, tendo inclusive reduzido o valor do repasse para o Legislativo. Ou seja: a proposta apresentada atualmente não acarretará em aumento de despesa para o Poder Público.
Somos, por todo o exposto, a favor da Proposta de Emenda à Lei Orgânica para ampliação das vagas na Câmara de Vereadores de Maceió e convidamos as demais entidades, organizações, associações, diretórios municipais de partidos políticos a participar conosco dessa discussão. Maceió só tem a ganhar com a ampliação da democracia, pluralidade e representatividade na sua Câmara Municipal.

Diretório Municipal do PDT - Maceió
Diretório Municipal do PT - Maceió
Comitê Municipal do PCdoB – Maceió
Força Sindical
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
União da Juventude Socialista – UJS
Netinho Barros – Vereador pelo PSC
Eduardo Canuto – Vereador pelo PV
Francisco Holanda Filho – Vereador pelo PP
Ricardo Barbosa – Vereador pelo PT
Marcelo Malta – Vereador pelo PCdoB
Paulo Corintho – Vereador pelo PDT
Jadson Luna – ONG HMJUMAL
Diogenes Lins de Lima (HMJUMAL)
Thiago Souza Santos – Mmebro do CA de Administração UFAL
João Carlos Cirilo – Diretor da UBES
Claudia Petuba – Diretora da UNE
Nivaldo Mota – Professor
Francisco de Assis Chaves Júnior – Advogado
Daiane Correia – Estudante
Dario Rosalvo – Membro do Grêmio do IFAL
Renato de Freitas – Membro do CA de Psicologia CESMAC
Ismael – Membro do Diretório Municipal PDT
Leandro Neves

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Vou ser pai


Ouvi assim “estou grávida.” Dessa frase pra sempre minha vida virou completamente; planos, idéias, ação, horários, comportamento, jeito de dirigir... Tudo mudou.

Primeiro foi assimilar, ‘vou ser pai’, cair a ficha do que será sua vida com essa nova responsabilidade. A partir desse momento são dois pra tudo, pros projetos de trabalho, de vida ou de aventuras. Passar a medir as conseqüências com projetos mais seguros do que os comuns até então.

No meu caso mergulhei na gravidez e amei a idéia de ser pai, queria do ‘meu jeito’ saber de tudo; como vai ser o desenvolvimento e o tempo do feto, esse batimento cardíaco na ultrasom é normal? Por que ele tem a cabeça tão grande? Vai ser parto normal? Qual a implicância da cesariana? Pra mim, não teria nem um problema se o grávido fosse eu. Acho massa e muito bonito a gestação. Mas foi assim que Deus quis, né?!

É a natureza, reproduzir faz parte dela. Mas cuidar não é muito natural não. Dar banho, limpar o tempo todo, alimentação cheia de critério, horário e medida e limpar de novo. Tá chorando: é fome ou dor? Ah, ah, ah... não tem jeito e tome uma mamadinha, dormiu. Só que o danado acorda vinte minutos depois e a gente com cara de paspalhão vai todo feliz acalmar a criatura mais linda do mundo.

Não me entendo na vida sem o caráter encorajador e a segurança que meu pai sempre me fez ter. E assim será, dar tranquilidade ao meu pequeno pra ele ter firmeza pra alcançar o que deseja. Ser pai foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Me fez forte pra sair e enfrentar os desafios que a sobrevivência nos impõem e atribui, ao mesmo tempo, a sensibilidade necessária pra entender que viemos ao mundo pra amar e ser feliz.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Rock à Moda de Viola

Trabalho interessantíssimo dessa dupla, vale a pena acompanhar!

Ricardo Vignini e Zé Helder formam a dupla “Moda de Rock” que faz um som legal misturando clássicos do Rock com a sonoridade da moda de viola. A idéia surgiu da mesma maneira que surgem os projetos mais criativos: numa brincadeira. Foi ficando sério e hoje eles gravaram um CD com 11 faixas, que traz versões para músicas dos Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd, Nirvana e Sepultura, entre outros.

O mais legal é que eles não apenas usam a viola para tocar Rock, mas usam técnicas de viola, procurando adaptar os ritmos: “Alguns deram bastante trabalho e em outros, nós tentamos puxar para a viola como em "Aces High", do Iron Maiden, que puxamos para o pagode de viola.”

Além de “Moda de Rock”, os dois tocam juntos na banda "Matuto Moderno" com composições próprias, muitas adaptadas da música caipira. Nesse caso, trilham o caminho inverso: música caipira com a levada do Rock´n roll. “Gravamos Tião Carrero, Liu e Léo, com uma pegada semelhante ao rock. Não temos guitarra, mas temos violão elétrico, que ligamos no amplificador, além de baixo e bateria”.

O CD da “Moda de Rock – Viola Extrema” está disponível no site http://www.modaderock.com.br/ . Fail: custa R$ 25,00. Na minha opinião, todo mundo deveria seguir a tendência de disponibilizar para baixar gratis e investir em shows e eventos. Estava querendo muito baixar mas... temos que esperar o fim do mês! hehehe


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Entrando no debate: Ampliação das vagas na Câmara Municipal

Vários Municípios por todo o país passam, ou passaram recentemente, por discussão em suas casas legislativas acerca do aumento do número de vereadores. Alguns já efetivaram a ampliação, como é o caso de Arapiraca, que aumentou de 13 para 15 suas vagas na Câmara. Em nossa capital, Maceió, tramita um projeto nesse sentido, estendendo as vagas que hoje são de 21 para até 31. Vemos em blogs e sites manifestações de opinião, muitas contras, algumas a favor dos projetos. Acredito que, infelizmente, essa discussão está sendo muito mal colocada para a população, numa trama de interesses que a mídia sabe fazer muito bem: apostar na desinformação para esconder o que realmente está em jogo.

Primeiramente, é preciso esclarecer os limites legais e as implicações dessa mudança no número de vereadores para os cofres públicos, uma das principais preocupações da população. Essa mudança não é de iniciativa livre do legislativo Municipal, pois é matéria tratada diretamente pela Constituição Federal. O número de vereadores é proporcional à população do Município e essa proporcionalidade foi configurada recentemente pela Emenda Constitucional (EC) nº 58 de 2009. A partir dessa emenda, as modificações estão sendo feitas em todo o país. No caso de Maceió, estamos na faixa dos Municípios de mais de 900.000 habitantes e de até 1.050.000 habitantes que podem, conforme a EC, ampliar o número de vereadores para 31.

O primeiro ponto, portanto, que precisa ser apresentado é que essa discussão está fundamentada na Emenda Constitucional 58/09. Não é novo, portanto, esse debate. O aumento de vereadores se dá como consequência dessa modificação na Constituição. Por que o espanto agora? Na verdade grande parte daqueles que se dizem pegos de surpresa com a proposta de mudança na Câmara já sabiam e já esperavam até que a mesma acontecesse. Questionamentos acerca do número em si e da justeza da proporcionalidade são colocados como responsabilidade do legislativo municipal, que estaria legislando em causa própria, quando o verdadeiro “pai” dessa “criança” é o Congresso Nacional, que aprovou a Emenda. Não levanto aqui a tese de que se é constitucional, é inquestionável, pelo contrário: deve-se dar nomes aos bois e mostrar de quem é a iniciativa e a responsabilidade em cada parte do processo, assim é possível apontar defeitos e apresentar mudanças de maneira mais produtiva.

O segundo ponto, alvo das maiores preocupações e questionamentos, são os impactos da ampliação do número de vereadores para os cofres públicos. A legislação é clara quanto a isso. Toda a regulamentação dos gastos da Câmara Municipal e do repasse do Executivo para o Legislativo é matéria detalhadamente definida pela Constituição Federal. Os limites são constitucionais e não podem ser ampliados por iniciativa local. A Emenda Constitucional nº 25 de 2000 estipulou critérios básicos e objetivos para o controle dos gastos públicos do Legislativo Municipal. A partir dela, o total de despesas com a remuneração dos Vereadores nunca podem ultrapassar o montante de 5% da receita do município. Outro limite é ainda colocado pela EC 25/2000, referente ao limite de gasto TOTAL do Poder Legislativo Municipal, incluídas as despesas com os subsídios dos vereadores. No caso de Maceió, esse limite é de 4,5% do somatório das receitas tributárias e das transferências previstas no § 5º do art. 153 e nos arts. 158 e 159 da CF, efetivamente realizado no exercício anterior. Além disso, a Câmara de Vereadores não poderá gastar mais de 70% de sua receita com folha de pagamentos, ou seja, remuneração de todo o pessoal da Câmara.

Isso posto, está diminuída a angustia e o receio de um aumento abusivo, descomunal, dos gastos do Poder Legislativo com o acréscimo de cadeiras na Câmara. Diminuída, porém não dissipada. Resta serem esclarecidos os números atuais desses gastos, pois, se está claro que não se poderá ultrapassar os limites constitucionais, por outro lado ainda não foi apresentado um balanço do que é gasto hoje e do que passará a ser gasto dentro desses limites. A Câmara de Vereadores de Maceió precisa apresentar esses dados, para que o processo seja realizado às claras, com a participação da população. O que não dá é para vir uma mudança dessa importância sem conhecermos seus reais desdobramentos e justificativas. De uma coisa, porém, sabemos: se hoje a Câmara de Maceió não possui gastos chegando ao teto constitucional, não é preciso que se aumente o número de vereadores para que isso aconteça. Tal pode ocorrer por inúmeros outros caminhos, até mais simples que esse.

"- Não gosto de política"
Afora essa discussão jurídica e técnica, que já é de pronto esclarecedora, resta apresentar ao debate o ponto nevrálgico da questão: A quem interessa aumentar o número de vereadores? Quem se beneficia com isso? Para responder a essas questões, é preciso situar minha posição no debate da importância da política e do papel dos políticos na sociedade hoje.

Vemos em andamento uma cruzada contra a política, contra a organização popular e dos partidos políticos, colocando todo mundo no mesmo saco de corrupção e busca por interesses próprios. Acredito que a organização política e, por conseguinte, os partidos políticos, são fundamentais na conquista de mais direitos e de transformações na sociedade. Deslegitimar os partidos, achincalhar a política, tornar a coisa pública sinônimo de baderna e corrupção é a forma daqueles que objetivam o desinteresse do povo pela política apoderarem-se mais facilmente dela. Infelizmente, é a partir desse viés que vem sendo feita a discussão da ampliação das Câmaras Municipais. Assim, dissemina-se a tese de que a Câmara de Vereadores é um espaço inútil, tal como os próprios vereadores, criando uma onda de repulsa e descrédito à Casa Legislativa. Pelo contrário, esse é o espaço onde é definido o dia-a-dia de cada cidadão, que todos deveriam visitar sempre, com olhos a fiscalizar, monitorar, propor, questionar o que está sendo feito.
A Câmara Municipal é a casa das leis mais próxima do cidadão e, por natureza, deve ser também a mais democrática, representativa da pluralidade de ideias e forças políticas existentes na comunidade. Acredito que essa ampliação das vagas poderá facilitar aos partidos e grupos menores a galgar uma vaga na Câmara, ampliando a representatividade da mesma. Não podemos esquecer que essa discussão está sendo feita nas barbas de uma reforma política que apresenta como perspectiva o fim das coligações, dificultando ainda mais a vida dos partidos menores e menos estruturados. Diferentemente do Poder Executivo, que é eleito por uma maioria, o Poder Legislativo é plural e participam dele representações das mais variadas camadas, pensamentos, grupos e partidos da sociedade. Ou pelo menos assim deveria ser...

Quanto ao descrédito do povo na política, infelizmente os próprios políticos e partidos são os principais culpados por essa realidade. A corrupção no Brasil não é apenas uma invenção da mídia, que, diga-se de passagem, atua como um verdadeiro partido político. Ela é histórica, real e voraz. É preciso denunciar, sem dúvidas, ações de políticos que partem para essa atuação inescrupulosa de se apoderar do espaço público para arrecadar benesses pessoais. A opinião pública e as leis devem ser com esses implacáveis e para isso, devem reconhecê-los, individualiza-los, aponta-los, não generaliza-los nem dilui-los na ideia de que “todos são iguais”. Porém há sim aqueles firmes defensores dos direitos do povo, da democracia, do desenvolvimento, do Brasil. Equivocam-se os que apresentam os partidos e a organização política como algo defasado, atrasado. Na verdade, não há nada mais inovador e necessário ao povo do que um partido e agentes políticos que trabalhem para derrubar as velhas regras e transformar a sociedade.




sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mistura (quero mistura) *



Mistura!
Uma mistura
Na minha pele

Escura
Pele do povo
Apela, pede

Mistura:
Quero mistura
nessa pele

Pura?
Não tem não!

Negrura
Brancura nega
Escura pele

Nervura
Entra na carne
O sabor

Da Mistura

Me passo por branco
Me passo por negro

Pura
Não tem não.

*De uma série de poemas lançados em livro de produção independente, ano de 2005: Coleções, de Mirelly Câmara

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mais uma vez, Cazuza

Ótima entevista no Jô, ano de 1988, em três partes.



Indicamos a entrevista completa e outros vídeos favoritos no Canal do Baião de Dois no youtube

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Força e Tradição do Forró Alagoano

   
 Mestre Zinho (ao centro) 
Época de festejos Juninos e a gente aqui no Nordeste se aquece no ritmo do forró. Lá para os meus 9, 10 anos, São João era tempo de quadrilha, daquela que se dançava ao som de Luiz Gonzaga. Era um ritmo mais vagaroso, menos balançante que esse das quadrilhas modernas. A gente se divertia e dançava, e iam entrando na memória os “hits” inesquecíveis do Rei do Baião.

Apesar do amor do alagoano pelo forró, aqui no estado pouco se valoriza o trabalho e a contribuição dos grandes artistas alagoanos. Forrozeiros que são reverenciados em todo o Brasil e reconhecidos mundialmente, criadores de lindas canções que muitas vezes temos na ponta da língua, sem saber que possuem origem na terra das Lagoas.

Pernambucano não, Alagoano!
Essa semana acompanhei pelo rádio um bate-papo com o grande artista e apaixonado pelo assunto, José Lessa.  Fiquei maravilhada com a quantidade de músicas e artistas alagoanos de grande qualidade apresentados. Alguns eu já conhecia e admirava o trabalho, como o grande Mestre Zinho e o brilhantíssimo Jacinto Silva. Este, pra variar, mais conhecido e reverenciado em Pernambuco do que aqui, na sua própria terra. Temos ainda Chau do Pife, Tororó do Rojão, Geraldo Cardoso... vix, é muito cabra bom!

Cabra só não! Tem também a Rainha do Forró Clemilda, que gravou cerca de 40 discos entre LPs e Cds, com grande parcerias e composições. Uma mulher polêmica, que num meio predominantemente masculino, ousou investir nas letras de duplo sentido. Forrozeira de sucesso, requisitadíssima. 
Tororó do Rojão

São inúmeros artistas, vale a pena conhecer. Uma pena que nossos governantes não invistam na valorização dessa cultura. Aqui em Alagoas o forró tem uma raiz especial e única. A mistura dos vários folguedos como guerreiro, coco, reisado e até da chegança originaram um ritmo peculiar, sem igual no mundo inteiro. É a mais pura voz do povo alagoano. Viva o Forró de Alagoas! 


P.S. ¹ Gente, não dá pra citar todos os forrozeiros aqui, então sugiro que visitem o site Forró Alagoano. Dá até pra baixar músicas e cd´s, confiram!
P.S. ² Força ao Tororó, que está passando por um grave problema de saúde. Estimo melhoras!




segunda-feira, 20 de junho de 2011

Trabalho e forró, uma combinação perfeita


Em todo o estado de Pernambuco, e acredito que em grande parte do Nordeste, as festas juninas e o espírito do São João nos tomou. Mas tomou mesmo.

No último final de semana, tive que acompanhar algumas atividades do meu glorioso Partido no interior de Pernambuco e pude, a trabalho, ver de perto a empolgação das manifestações tradicionais desse período.

Fogueiras, quadrilhas juninas, bacamarteiros, fogos, canjica e muito arrasta pé. Zabumba, sanfona e triangulo, são centenas desses trios de forró fazendo a felicidade de todos.

A poesia está no ar, o forró pé de serra continua a hegemonizar os palcos. Apesar da insistência do mercado enlatado, os herdeiros do mestre Gonzagão seguem encantando os amores do presente, do futuro e do passado.

Pra reforçar a tradição, quero nesse São João uma fogueira gostosa pra aquecer o coração, milho assado na brasa e o chamego da minha princesa.

domingo, 19 de junho de 2011

A igualdade dos diferentes


Polêmicas e polêmicas nos últimos anos. É maconha, homossexualismo, religião, vestido curto, tudo, ou quase tudo, é motivo para questionamentos angustiados. Talvez estejamos mesmo vivendo a era bíblica do Apocalipse. Talvez estejamos apenas passando por um período de redescoberta da democracia. Sem duvidar por completo da primeira opção, acredito que na verdade estamos vivendo uma readaptação dos valores democráticos à época atual.

A Democracia é um dos grandes pilares na composição atual do Estado Brasileiro. Nela estão inseridos conceitos de respeito aos Direitos Humanos, Liberdade de Expressão, Individualidade, Vontade da Maioria e Dignidade da Minoria. Quando há uma modificação, por pequena que seja, nas relações entre as classes sociais, vemos acontecer um turbilhão de incertezas e de indefinições acerca de todos esses conceitos.

Acredito que todas essas polêmicas são, portanto, fruto de um salutar e nada amistoso processo de (re)construção da democracia, visto que vivemos no Brasil um período de mudanças importantes, desde 2002. Nesse embate, as forças progressistas e conservadoras apresentam ideias e argumento, uma ansiando o novo, outra, o estado inicial das coisas. É claro que essa divisão não é estanque, ocorrendo de pessoas ou organizações ditas progressistas, socorrerem-se, inadvertidamente, de argumentos pra lá de reacionários para defender (ou ser contra) políticas específicas. É uma grande batalha de ideias, onde é preciso estar bem posicionado e alerta: a grande mídia joga no time das classes mais reacionárias do país e influenciam em grande parte o pensamento da população, dos mais aos menos esclarecidos.

As últimas polêmicas trouxeram para o centro do debate a liberdade de expressão e o equacionamento entre vontade da maioria e dignidade da minoria. Tanto na questão da criminalização da homofobia quanto na decisão do STF sobre a Marcha da Maconha, o principal é observar a relação entre esses três conceitos, de forma a harmoniza-los da melhor forma possível. Filio-me ao pensamento de que a liberdade de expressão é um bem de alta relevância, quase ilimitado. Eu disse quase, pois se pode limita-la se para resguardar direitos fundamentais dos indivíduos ou grupos. Nessa lógica, é legítima a limitação à liberdade de expressão quando visa coibir ou punir a prática ou o estimulo ao preconceito, humilhação, ou violência contra um indivíduo por sua condição sexual. É, portanto, legítimo o projeto de criminalizar atos e discursos homofóbicos. Da mesma forma, não é legítimo limitar a liberdade de expressão daqueles que promovem uma mudança na legislação. É direito do cidadão, dos grupos sociais, do povo, debater e propor alterações na legislação, inclusive nos tipos penais. Não pode, portanto o Estado limitar o direito de pessoas se manifestarem em defesa de uma mudança na legislação penal em relação à Maconha (ou a qualquer outro assunto).

De toda forma, o limite legal não é absoluto. O sentimento do que é justo e igualitário também se transforma na sociedade e a igualdade instituída por algumas gerações já não comporta as novas demandas da geração atual. Tratar os desiguais de forma desigual na medida das suas desigualdades, para garantir sua dignidade é a máxima que seve ser observada. Assim, não corremos o risco de manter as regras somente em respeito aos valores das gerações passadas sem considerar as mudanças e que efetivamente ocorrem na sociedade de hoje. Precisamos pôr na balança o que nos serve e o que precisa ser modificado, com bom senso, sem apegos nem excessos. A solução dessas questões pelo próprio Estado é cada vez mais complexa, já que assistimos também a uma redefinição da relação entre os Três Poderes, o que dificulta uma “Palavra Final” resolutiva. Congresso e STF divergem muitas vezes, o que leva a um novo Projeto de Lei e posteriormente a uma nova decisão do Tribunal Constitucional e por aí vai. Apenas quando o sentido democrático da sociedade amadurecer é que determinadas questões serão ultrapassadas.

Não podemos, ainda, perder de vista o sentido de que o sistema capitalista em que vivemos é que potencializa e explora essas desigualdades, tornando-as um entrave à unidade do povo em torno de uma luta que, antes de ser de segmentos, é de classes. Estamos no meio desse processo e nosso papel é lutar, e muito, para vencer as ideias do passado e rumar ao futuro de tolerância, respeito e dignidade para cada cidadão brasileiro.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Uma turma que faz um trabalho bem legal, na linha "underground"

Para mim, esse é que deveria ter sido o "hit" para o dia dos namorados, não o aguado "Eduardo e Mônica" da Vivo.






Conhecendo mais: http://www.mirandaeandre.com.br/