quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Força e Tradição do Forró Alagoano

   
 Mestre Zinho (ao centro) 
Época de festejos Juninos e a gente aqui no Nordeste se aquece no ritmo do forró. Lá para os meus 9, 10 anos, São João era tempo de quadrilha, daquela que se dançava ao som de Luiz Gonzaga. Era um ritmo mais vagaroso, menos balançante que esse das quadrilhas modernas. A gente se divertia e dançava, e iam entrando na memória os “hits” inesquecíveis do Rei do Baião.

Apesar do amor do alagoano pelo forró, aqui no estado pouco se valoriza o trabalho e a contribuição dos grandes artistas alagoanos. Forrozeiros que são reverenciados em todo o Brasil e reconhecidos mundialmente, criadores de lindas canções que muitas vezes temos na ponta da língua, sem saber que possuem origem na terra das Lagoas.

Pernambucano não, Alagoano!
Essa semana acompanhei pelo rádio um bate-papo com o grande artista e apaixonado pelo assunto, José Lessa.  Fiquei maravilhada com a quantidade de músicas e artistas alagoanos de grande qualidade apresentados. Alguns eu já conhecia e admirava o trabalho, como o grande Mestre Zinho e o brilhantíssimo Jacinto Silva. Este, pra variar, mais conhecido e reverenciado em Pernambuco do que aqui, na sua própria terra. Temos ainda Chau do Pife, Tororó do Rojão, Geraldo Cardoso... vix, é muito cabra bom!

Cabra só não! Tem também a Rainha do Forró Clemilda, que gravou cerca de 40 discos entre LPs e Cds, com grande parcerias e composições. Uma mulher polêmica, que num meio predominantemente masculino, ousou investir nas letras de duplo sentido. Forrozeira de sucesso, requisitadíssima. 
Tororó do Rojão

São inúmeros artistas, vale a pena conhecer. Uma pena que nossos governantes não invistam na valorização dessa cultura. Aqui em Alagoas o forró tem uma raiz especial e única. A mistura dos vários folguedos como guerreiro, coco, reisado e até da chegança originaram um ritmo peculiar, sem igual no mundo inteiro. É a mais pura voz do povo alagoano. Viva o Forró de Alagoas! 


P.S. ¹ Gente, não dá pra citar todos os forrozeiros aqui, então sugiro que visitem o site Forró Alagoano. Dá até pra baixar músicas e cd´s, confiram!
P.S. ² Força ao Tororó, que está passando por um grave problema de saúde. Estimo melhoras!




segunda-feira, 20 de junho de 2011

Trabalho e forró, uma combinação perfeita


Em todo o estado de Pernambuco, e acredito que em grande parte do Nordeste, as festas juninas e o espírito do São João nos tomou. Mas tomou mesmo.

No último final de semana, tive que acompanhar algumas atividades do meu glorioso Partido no interior de Pernambuco e pude, a trabalho, ver de perto a empolgação das manifestações tradicionais desse período.

Fogueiras, quadrilhas juninas, bacamarteiros, fogos, canjica e muito arrasta pé. Zabumba, sanfona e triangulo, são centenas desses trios de forró fazendo a felicidade de todos.

A poesia está no ar, o forró pé de serra continua a hegemonizar os palcos. Apesar da insistência do mercado enlatado, os herdeiros do mestre Gonzagão seguem encantando os amores do presente, do futuro e do passado.

Pra reforçar a tradição, quero nesse São João uma fogueira gostosa pra aquecer o coração, milho assado na brasa e o chamego da minha princesa.

domingo, 19 de junho de 2011

A igualdade dos diferentes


Polêmicas e polêmicas nos últimos anos. É maconha, homossexualismo, religião, vestido curto, tudo, ou quase tudo, é motivo para questionamentos angustiados. Talvez estejamos mesmo vivendo a era bíblica do Apocalipse. Talvez estejamos apenas passando por um período de redescoberta da democracia. Sem duvidar por completo da primeira opção, acredito que na verdade estamos vivendo uma readaptação dos valores democráticos à época atual.

A Democracia é um dos grandes pilares na composição atual do Estado Brasileiro. Nela estão inseridos conceitos de respeito aos Direitos Humanos, Liberdade de Expressão, Individualidade, Vontade da Maioria e Dignidade da Minoria. Quando há uma modificação, por pequena que seja, nas relações entre as classes sociais, vemos acontecer um turbilhão de incertezas e de indefinições acerca de todos esses conceitos.

Acredito que todas essas polêmicas são, portanto, fruto de um salutar e nada amistoso processo de (re)construção da democracia, visto que vivemos no Brasil um período de mudanças importantes, desde 2002. Nesse embate, as forças progressistas e conservadoras apresentam ideias e argumento, uma ansiando o novo, outra, o estado inicial das coisas. É claro que essa divisão não é estanque, ocorrendo de pessoas ou organizações ditas progressistas, socorrerem-se, inadvertidamente, de argumentos pra lá de reacionários para defender (ou ser contra) políticas específicas. É uma grande batalha de ideias, onde é preciso estar bem posicionado e alerta: a grande mídia joga no time das classes mais reacionárias do país e influenciam em grande parte o pensamento da população, dos mais aos menos esclarecidos.

As últimas polêmicas trouxeram para o centro do debate a liberdade de expressão e o equacionamento entre vontade da maioria e dignidade da minoria. Tanto na questão da criminalização da homofobia quanto na decisão do STF sobre a Marcha da Maconha, o principal é observar a relação entre esses três conceitos, de forma a harmoniza-los da melhor forma possível. Filio-me ao pensamento de que a liberdade de expressão é um bem de alta relevância, quase ilimitado. Eu disse quase, pois se pode limita-la se para resguardar direitos fundamentais dos indivíduos ou grupos. Nessa lógica, é legítima a limitação à liberdade de expressão quando visa coibir ou punir a prática ou o estimulo ao preconceito, humilhação, ou violência contra um indivíduo por sua condição sexual. É, portanto, legítimo o projeto de criminalizar atos e discursos homofóbicos. Da mesma forma, não é legítimo limitar a liberdade de expressão daqueles que promovem uma mudança na legislação. É direito do cidadão, dos grupos sociais, do povo, debater e propor alterações na legislação, inclusive nos tipos penais. Não pode, portanto o Estado limitar o direito de pessoas se manifestarem em defesa de uma mudança na legislação penal em relação à Maconha (ou a qualquer outro assunto).

De toda forma, o limite legal não é absoluto. O sentimento do que é justo e igualitário também se transforma na sociedade e a igualdade instituída por algumas gerações já não comporta as novas demandas da geração atual. Tratar os desiguais de forma desigual na medida das suas desigualdades, para garantir sua dignidade é a máxima que seve ser observada. Assim, não corremos o risco de manter as regras somente em respeito aos valores das gerações passadas sem considerar as mudanças e que efetivamente ocorrem na sociedade de hoje. Precisamos pôr na balança o que nos serve e o que precisa ser modificado, com bom senso, sem apegos nem excessos. A solução dessas questões pelo próprio Estado é cada vez mais complexa, já que assistimos também a uma redefinição da relação entre os Três Poderes, o que dificulta uma “Palavra Final” resolutiva. Congresso e STF divergem muitas vezes, o que leva a um novo Projeto de Lei e posteriormente a uma nova decisão do Tribunal Constitucional e por aí vai. Apenas quando o sentido democrático da sociedade amadurecer é que determinadas questões serão ultrapassadas.

Não podemos, ainda, perder de vista o sentido de que o sistema capitalista em que vivemos é que potencializa e explora essas desigualdades, tornando-as um entrave à unidade do povo em torno de uma luta que, antes de ser de segmentos, é de classes. Estamos no meio desse processo e nosso papel é lutar, e muito, para vencer as ideias do passado e rumar ao futuro de tolerância, respeito e dignidade para cada cidadão brasileiro.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Uma turma que faz um trabalho bem legal, na linha "underground"

Para mim, esse é que deveria ter sido o "hit" para o dia dos namorados, não o aguado "Eduardo e Mônica" da Vivo.






Conhecendo mais: http://www.mirandaeandre.com.br/

domingo, 12 de junho de 2011

sábado, 11 de junho de 2011

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Parabéns UFAL: Resultado das Eleições

Finda-se mais uma eleição na Federal de Alagoas. Uma chapa vence, ganham todos os que colaboraram com a consolidação da democracia na UFAL.Segue a matéria:

Reitor e sua Vice: Eurico e Rachel


No fim da noite desta quinta-feira (09/06) oficializou-se a vitória da chapa encabeçada por Eurico Lôbo e Rachel Rocha à reitoria da Universidade Federal de Alagoas. A eleição foi realizada durante esta quarta-feira e reuniu alunos, professores e técnicos da Ufal. Ele derrotou, com percentual de 51,56%, as outras duas chapas, lideradas por Valéria Correia e Paulo Vanderlei, numa disputa marcada por tensão na campanha eleitoral. Eurico fazia parte da chapa da situação e é vice-reitor da atual gestora da Ufal, Ana Dayse Dórea.

Em entrevista ao portal “Tudo na Hora”, Eurico declarou que “o resultado ratifica o trabalho sério e competente que vem sendo realizado pela ainda reitora Ana Dayse Dória”. Emocionado, o novo reitor da Ufal agradeceu “o apoio dos professores, demais funcionários e estudantes da universidade”. A maior marca da gestão, levantada pela chapa vencedora, foi a expansão da Universidade, realizada através do programa REUNI do Governo Federal. O resultado em primeiro turno demonstra a aprovação e expectativa da comunidade acadêmica em avançar nesse projeto de expansão da UFAL por todo o estado.

Turma da UJS com Profº Pedro Nelson e o novo Reitor

A Diretora da UNE e Coordenadora Geral do DCE, Cláudia Petuba, que acompanhou todo o processo de eleição, declarou satisfação com o resultado e acrescentou: “o processo democrático não termina por aqui, vamos acompanhar o andamento da gestão e colaborar com o que for necessário para o crescimento da Universidade, inclusive colocando nossas reivindicações.”

O Professor Pedro Nelson Bomfim, pró-reitor estudantil na atual gestão e membro do comitê estadual do PCdoB, destacou a importância da participação das várias forças políticas no processo eleitoral. “Houve em todas as chapas a participação e apoio de frentes e partidos políticos. Essa participação é saudável para a democracia na Universidade, pois fortalece a luta de ideias. O PCdoB apoiou acertadamente a candidatura de Eurico e Rachel e esse apoio foi fundamental para a vitória, em especial entre os estudantes.”

Em seu discurso após a vitória, o novo reitor destaca a importância da UFAL para o estado de Alagoas e finaliza: “A UFAL é uma só, não há uma Universidade do Interior e outra de Maceió. Somos uma só comunidade acadêmica e nossa gestão vai trabalhar com esse espírito de unidade. A UFAL é de todo o povo Alagoano!”

Eurico Lôbo obteve 40,36% dos votos dos estudantes, 66,33% dos votos dos docentes e 47,99% dos votos dos técnicos. O Próximo passo será o envio da lista tríplice ao Ministério da Educação, que fará a indicação do novo Reitor. Infelizmente a legislação atual ainda não determina a eleição direta pra Reitor nas Universidades Públicas, devendo, portanto, a comunidade acadêmica aguardar a última palavra, vinda do Governo Federal.

Com Informações do Portal Tudo na Hora

Mirelly Câmara

quarta-feira, 8 de junho de 2011