sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Auxílio aos campeões mundiais é justo


Os Ministros do Esporte e da Previdência assinam o decreto

Ontem, foi anunciada a concessão de um benefício previdenciário aos jogadores campeões com a Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1970. Esse auxilio especial será de até o valor máximo pago pelo INSS que é de R$ 3.916,20. A pensão será a diferença entre o teto do INSS e a renda mensal dos contemplados. Os jogadores e suas famílias receberão ainda, pelos títulos conquistados, uma premiação de R$100.00.

Amarildo em 62:
Ídolo do Botafogo hoje luta contra o câncer
Acho muito correta esta medida, que irá beneficiar aqueles ex-jogadores, ou suas famílias, no caso de já haverem falecido, que comprovarem que necessitam. Alguns se encontram hoje em situação difícil, de penúria ou sofrem com problemas de saúde. Naqueles tempos a legislação e as regras esportivas não concediam aos jogadores direitos e benefícios básicos, como previdência e plano de saúde, então é justo que agora o Estado brasileiro pague esta dívida com aqueles que defenderam as cores do Brasil nos mundiais do passado.

Vi algumas pessoas reclamando do benefício, alegando que jogador de futebol nunca produziu nada de bom para o país, ou que outras funções “mais importantes” não são contempladas da mesma forma. Valorizo muito o esporte, acredito que é uma grande ferramenta de inclusão social e promoção da saúde, além de indispensável para uma boa educação e formação cidadã. Vejo os atletas como uma classe importantíssima para o país e acho sim que sua função social é de extrema importância, devendo ser equiparada a de outras funções contempladas com uma regulamentação trabalhista. Atletas, assim como os artistas, também são trabalhadores.

Nilton Santos está internado no Rio desde 2007
com Mal de Parkinson
Valorizar o esporte também é isso: garantir uma remuneração àqueles que trabalham e dedicam suas vidas a ele. E aos que já dedicaram também. Não é privilégio nenhum, é direito. Se outras funções não estão recebendo justa remuneração, a luta é para que venham a receber e não deixar de contemplar quem também merece.

 Quanto ao prêmio aos que participaram das campanhas das Copas, essa é a recompensa que eles nunca receberam. O futebol arte que é a marca da seleção e do povo brasileiro muito se deve a esses caras. Faz parte da nossa cultura, do nosso jeito, da imagem que temos de nós mesmos. A riqueza de um país está não apenas nas indústrias, nas belezas naturais, nas exportações, no PIB. Há também a riqueza cultural, e a nossa desperta hoje o interesse de todo o mundo. Esses campeões, que são para mim grandes heróis, ajudaram a construir isso. Mais que merecido, então.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Os EUA e a cultura da guerra





Essa semana assistimos a mais um massacre em uma escola nos Estados Unidos. Todos se perguntam o porquê de tanta barbárie num país tão rico. Claro que não é apenas lá que coisas desse tipo ocorrem, já tivemos inclusive no Brasil. Mas são casos isolados, raros, lá, é recorrente.

Acontecimentos dessa natureza são o transbordar de uma cultura de violência e de resolução dos problemas por meio das armas. A maior potência econômica do mundo precisa alimentar sua fome de riquezas mesmo que essas pertençam a outra Nação. Para isso, a opção é utilizar-se da ferramenta mais sangrenta de manutenção do poder: a guerra. Armar-se para combater o inimigo, mesmo sendo ele o vizinho ou parente é tão normal para um Norte-Americano quem dirá se for um estrangeiro ou algum “País Terrorista”.

É preciso fazer prevalecer outra lógica de convívio entre as nações. A luta antiimperialista é hoje a bandeira que une todos os povos em busca se uma solução para os problemas do mundo. Em pleno século XXI não é concebível tanto poder, tanta riqueza estar concentrado em apenas um País, o qual ataca, massacra e bombardeia a quem obstaculizar seu caminho sem que haja uma reação nem por parte da entidade que foi criada para combater tais abusos. A ONU hoje é uma piada, com quem podemos contar?

Os BRIC´s: precisamos de uma nova liderança mundial
O Brasil tem crescido, se desenvolvido e mostra que é possível sim, liderar sem massacrar, se desenvolver na medida em que fomenta o crescimento dos demais países, beneficiar-se de relações comerciais justas e solidárias. A exaltar as lágrimas hipócritas de Obama, prefiro saudar a mão solidária dos governos Lula e Dilma, estendida aos irmãos da África e América Latina.