quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Votos de Natal





É Natal! Vamos reavivar nossas esperanças!

Neste dia em que comemoramos a vinda de um grande líder espiritual, que pregou o amor, a solidariedade, o desapego às coisas materiais, vamos lembrar do que é realmente importante em nossas vidas.

Que cada presente trocado seja intermediado por um abraço apertado e sincero.

Façamos uma reflexão sobre nossos erros e acertos, para que a lição de cada um seja recebida no coração e se fixe na memória, para nossa evolução pessoal.

Que tomemos a séria decisão de não sermos mensageiros do sofrimento alheio. Que por nossas atitudes possamos contribuir não apenas com a felicidade dos que amamos, mas de todos os que a vida colocar em nosso caminho.

Usemos o Natal como "desculpa": é um tempo maravilhoso, em que aquele perdão que ficou engasgado na garganta pode ser dado e recebido com alegria.

Que as portas estejam abertas para os amigos, os corações para os sonhos e as mentes para as boas ideias.

Que as mãos trabalhem por um mundo melhor e que venha um futuro de mais oportunidades, trabalho e dignidade para nossa Nação Brasileira!

Obrigada Senhor Jesus! Envia tua Luz e Bênçãos para a humanidade, em especial aos líderes de todas as Nações e aos que lutam por Justiça. Que sejam aliviadas as dores dos que sofrem, alimentados os que têm fome e distribuída com justiça as riquezas produzidas por teus filhos. Amém!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Ode à mediocridade



DA MEDIOCRIDADE

Nossa alma incapaz e pequenina
Mais complacências que irrisão merece.
Se ninguém é tão bom quanto imagina,
Também não é tão mau como parece.

(Mario Quintana)



Geralmente sou o que podemos chamar de pessoa mediana, normal. Descobri que assim posso me dedicar intensamente ao que acho importante e nem tanto assim ao que é apenas obrigatório. Me contento com isso, e daí? 

Sabe de uma coisa, eu me recuso a ceder um milímetro que seja da minha humanidade em nome de uma invencibilidade que não existe. A todo momento ouvimos : "dê sempre o seu melhor", "esforce-se e será recompensado", "o importante é ser feliz sempre". "Nascemos para ser feliz", esse é um dogma de nossos tempos.

Já tivemos utopias mais justas e dignas do que essa da felicidade plena. Essa de que é preciso sempre funcionar a pleno vapor, ser o melhor da equipe ou ao menos se esforçar para isso, ser o mais feliz ou ao menos estar sempre realizado. Esse ideal moderno não respeita em nada nossa essência humana, imperfeita, incompleta, limitada, necessitada do outro, de ajuda, tantas vezes incapaz.

Não precisamos dar nosso melhor o tempo todo, estarmos sempre certos, cheios de razão. Definitivamente não precisamos seguir sempre os melhores conselhos, não devemos ter medo de errar, de perder tempo com bobagens, de ver a vida passar sem "aproveitar ao máximo". Não temos a obrigação de atingir o topo do sucesso profissional e nem de sermos mães ou pais infalíveis. Não precisamos ser de ferro. O motivo é simplesmente porque, na maioria das vezes NÃO CONSEGUIREMOS. Aceitar nossas limitações é tão mais reconfortante... não para superá-las ou consertá-las, mas simplesmente para conviver com elas em paz. 

Não se trata de comodismo, afinal é muito legítimo a qualquer ser humano buscar evoluir, ofertar oportunidades melhores à sua família e a si próprio. O que tem me incomodado é esse excesso de expectativas e cobranças impostas às pessoas, em especial aos jovens, e que nos priva de compreender nossas escuridões, defeitos, medos, dúvidas. São padrões cruéis: "Você sempre pode fazer melhor, nunca desista, resultados só vêm com muito esforço". Quero não. Já faz um tempo que percebi que meus momentos mais felizes são justamente os que me desobrigo da perfeição e me dou uma folga, me permito fraquejar, aceitar o que sou e apenas curtir o prazer de não ter que conseguir. 

Um brinde à mediocridade!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O vilão é o superavit (e porque o Brasil paga mais do que deve)

Quais são nossas prioridades? 


O superavit primário está na ordem do dia. Ainda bem. Talvez seja o momento para desmascarar esse que tem sido o vilão do orçamento, comprometendo mais de 40% dos nossos recursos para pagamento de uma dívida que nós, cidadãos brasileiros, nem sabemos se existimos ou como passou a existir.

Não sabemos se existe? Incrível, mas é verdade. A dívida pública é um amontoado de contratos cujo beneficiário muitas vezes não está tão claro, de juros abusivos e inconcostitucionais, de rolagens e cálculos imprecisos, de números ainda não analisados com a seriedade que merecem. E esse não é um problema de agora, cálculos que deveriam ser refeitos à luz da Constituição, ou seja, desde o século passado (!), ainda estão sendo considerados para dimensionamento da dívida. Muitos países estão refazendo esses cálculos e a conclusão é absurda. Em estudo recente na França calculou-se que a dívida diminuiria para menos da metade caso fosse auditada. O Equador conseguiu reduzir 65% da dívida.

Não podemos estipular como programa principal do governo brasileiro o pagamento de uma dívida ilegal, ilegítima e inconstitucional que consome mais de 40% do nosso orçamento. Esse dinheiro deveria estar sendo direcionado para serviços públicos essenciais (saúde educação, transporte, segurança) obras estruturantes, no desenvolvimento do nosso país. Devemos exigir uma auditoria pública séria dessa dívida!

Para termos uma ideia, um exemplo simples: ação judicial para correção dos juros de financiamento de automóvel. Todos conhecemos algum caso desse, em que os juros são pela justiça declarados abusivos e recalculados sob patamar constitucional. O problema é a chantagem que os bancos fazem, de que irão inserir o consumidor que ingressar judicialmente em uma "black list". Ora, esse procedimento também é inconstitucional e deve ser combatido, não passa de chantagem. No caso da dívida pública, a chantagem é em nível Global. Não podemos aceitar: pagamos o justo e ponto. Qualquer coisa a mais do que isso é extorsão, roubo!

Voltando ao superavit, uma informação preciosa a nós brasileiros: Dos 20 maiores países do mundo, 17 vão adotar o déficit em 2014 (e nós não somos um deles:ainda faremos uma reserva de cerca de 10 bilhões de reais). Isso mesmo, eles exigem que paguemos essa dívida (ilegal, inconstitucional e ilegítima) e não o fazem eles mesmos.

A oposição tenta taxar a medida de diminuição da meta de superavit de irresponsabilidade fiscal. Se considerarmos as reais prioridades do povo, que foi às ruas em junho exigindo mais investimentos em serviços públicos (ou seja, aumento de gastos públicos) e que optou nas urnas pelo estímulo ao desenvolvimento, a ampliação das obras de infraestrutura e a ampliação de programas sociais,  resta claro que irresponsabilidade é continuar reservando bilhões de reais para pagamento da Dívida Pública sem saneá-la adequadamente, isso durante o período da pior crise econômica de todos os tempos.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A marca de Zumbi



Hoje relembramos a luta de um importante herói nacional, Zumbi dos Palmares. Zumbi deve ser celebrado como um ícone da resistência no Brasil, contra um sistema politico, ideológico, social e econômico.

Mas neste dia 20 de Novembro assistimos a mais uma tentativa de enterrar nossa história, nossos símbolos, nossos heróis. Em vários posts exaltando a figura de Zumbi, disseminadores do odio despejam sandices de que o quilombo dos Palmares era um feudo escravista e execrando Zumbi como um "senhor de escravos". Essas pessoas parecem ignorar o fato de que o quilombo era um ponto de resistência incrustado numa sociedade impregnada de valores escravistas e que esses valores eram absorvidos por todos, inclusive pelos próprios negros. Não existe "herói nacional" que seja isento às contradições e limitações da sua época, o que não os torna menos importantes. Ignorar sso é de uma grande incompreensão histórica! É preciso também relembrar de que a tese de que Zumbi tinha escravos é apenas UMA TESE, nada pacificada, pois há historiadores sérios cujos estudos apontam que o que ocorria no quilombo não era a reprodução do sistema "casa grande-senzala", mas sim de organizações sociais existentes à época nas tribos e povos africanos, que possuíam sua hierarquia social.

Em verdade, o que eles querem é um Brasil, sem historia, sem referências. Façamos todas as honras a Zumbi, da forma que um herói nacional merece! Viva a luta contra o preconceito e as desigualdades sociais!

sábado, 25 de outubro de 2014

A aposta dos brasileiros





Vivemos um período de efervescência política e o conflito de idéias faz parte desse momento (e como são tão melhores esses momentos!). A mim esses choques não incomodam;  insuportável mesmo é a inércia, a apatia, a falta de opinião.

Se em junho tivemos os primeiros sinais dessa movimentação, desta vez estamos numa disputa eleitoral acirrada, entre dois campos programáticos. As pessoas vão às ruas e freneticamente discutem política no ônibus, na sala de espera, nos grupo de watsapp e Facebook.  Neste episódio foram derrotados os que apostavam no desprezo do povo brasileiro pela política e,  em um meio onde a ideia prevalecente era a de que "política não se discute", muito menos partidos ou candidaturas, essa eleição presidencial virou pauta obrigatória.

Acredito que, em exercício de movimentação constante, o debate de idéias pode se tornar mais presente na vida das pessoas e passar a ser conduzido com maior consistência e amadurecimento. Portanto minha torcida não é para que amanhã tudo se acabe e voltemos "ao normal", ao contrário, torço para que uma cultura política mais atuante e comprometida se solidifique cada vez mais em cada brasileiro a ponto de não dependermos mais dos momentos eleitorais para nos ocuparmos da construção diária de nossa Nação.

Em geral o brasileiro está mostrando que faz questão ele mesmo de determinar os rumos de seu país. Falhou a tentativa de nos empurrar uma política pasteurizada, artificialmente consensual, fabricada e enlatada nos porões de Londres e Washington. Sai Marina, entra Aécio na disputa e, então, os que antes apostavam na apatia hoje fustigam o ódio e a intolerância -  em especial contra um eleitorado que sempre teve seus direitos negados, sugerindo uma valoração do voto há muito abolida em nosso país. Não vai dar certo: mostraremos que aqui tem uma Nação Soberana e um povo disposto a lutar por ela. Minha aposta é que neste domingo vai dar Dilma!

Imagem: Em meio a uma manifestação de apoio a Dilma, em Recife, o motorista do ônibus sobe no veículo, agita a bandeira e grita: "EU FAÇO FACULDADE PELO PROUNI". Aposto junto com ele.

sábado, 18 de outubro de 2014

Como decidir? (e porque eu escolhi Dilma)



Nossa jovem democracia está em processo de amadurecimento. Faz parte desse processo errar, testar novos caminhos, carregar nas tintas. A legislação eleitoral precisa ser aperfeiçoada e as regras para o exercício do poder político e a participação popular merecem maiores holofotes no próximo período. A Reforma Política é urgente, para que possamos dar um salto e robustecer nossa democracia.

Hoje temos uma eleição bastante personalizada. A marquetagem substituiu em grande parte a análise crítica das candidaturas e o voto passou a ser atraído por critérios cada vez mais subjetivos (carisma, empatia) do que objetivos (propostas, programas). Dessa forma, a "personalidade" dos candidatos é mais trabalhada do que os projetos que representam. Acredito que essa, inclusive, seja a fonte de muitas distorções que estamos vendo nessas eleições. Busca-se o voto sem referências, dissociado de qualquer ideia de coletivo ou mesmo dos compromissos firmados. Nesse ponto, observar os apoios ofertados a esta ou aquela candidatura pode servir de norte,a exemplo de artistas com posições políticas públicas definidas, economistas com uma linha de pensamento mais ou menos ortodoxa, revistas ou jornais cujo editorial exprime uma determinada linha ideológica ou é comandada por certos grupos políticos . Em outros casos, das "celebridades vazias", cai novamente na seara da marquetagem e da influência meramente pessoal.
(Sobre isso, cabe uma observação: o Brasil sempre foi recheado de referências de opiniões das mais variadas no espectro ideológico, mas hoje infelizmente parece que emitir opinião política é ofensivo, beirando ao criminoso. É a criminalização da política e o desinteresse pela coisa pública, isso precisa mudar. )

Veja está com Aécio, Chico vota Dilma. Fico com Chico.
Difícil é no meio desse bombardeio midiático distinguir o joio do trigo. Verdade ou mentira, marketing ou brilho próprio, propostas eleitoreiras ou projetos de Brasil. Voltar-se para a história pode ser um bom ponto de referência: o que cada grupo político representa para o Brasil? Quais experiências podem ser usadas como comparativo para essa batalha atual? Acredito que são vários os capítulos da história que podemos utilizar como parâmetro: foram muitos os embates entre um campo desenvolvimentista/nacionalista - que defende o papel do Estado como fomentador do desenvolvimento, sendo este voltado eminentemente aos interesses nacionais, e os afiliados à visão mercadológica/global anglo-americana - para quem o mercado é o condutor da economia, a qual deve desvencilhar-se do caráter nacional e dotar o sentido de "aldeia global". Hoje, esses campos estão marcadamente representados por Dilma e Aécio, respectivamente.

Outro parâmetro que podemos utilizar para melhor identificarmos as candidaturas é através da observação de experiências concretas. Como sucederam as experiências comandadas por um e por outro grupo? Extrapolar a personalidade do candidato é preciso e o bom neste caso é que ambos possuem projetos exercidos por seus grupos na própria presidência da república. Dilma possui a experiência de Lula e a sua própria como referência, enquanto Aécio, por mais que queira negar e se desvencilhar, possui a de FHC (além da sua própria no governo de Minas, que também é bastante emblemática).

É aqui que as máscaras da marquetagem caem, pois enquanto Aécio brada desesperadamente para que deixemos de "olhar no retrovisor para olhar o futuro" (esqueçamos a história), "esqueçamos Minas, vamos olhar para o Brasil" (ignoremos as experiências concretas), Dilma nos convida a comparar, analisar os dados, números, estatísticas, projetos. Um tem medo de ser avaliado, a outra, faz questão.

Os dois projetos que se embatem nessas eleições já foram postos em execução no Brasil e os efeitos foram diversos. E não falo apenas de FHC e Lula: essa é uma batalha que se desenrola ao longo da história do nosso país. Analisando longe dos holofotes da TV, Dilma representa os setores que sempre estiveram a favor dos interesses nacionais, dos direitos trabalhistas, da distribuição de renda e da luta por justiça social. Taí as razões da minha escolha.

O número de indecisos mostra uma certa dificuldade do cidadão brasileiro em fazer essa escolha. Ir além da cortina de fumaça midiática é possível, mas trabalhoso. Seria menos difícil se nossa cultura não fosse a de se preocupar com política apenas em época de eleição. Voltando à questão do amadurecimento da democracia brasileira: que cheguemos ao tempo em que a participação e interesse no cotidiano da política possa dispensar apresentações iniciais e que as cartas já estejam na mesa antes mesmo do jogo começar.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Uma Avenida de Esperanças!

Hoje é, para mim,  uma sexta-feira incomum. A essa altura do campeonato, em anos anteriores, eu estaria a todo vapor nas ruas, com santinhos enfiados nos bolsos, debatendo e chamando às urnas os últimos indecisos, apresentando minhas opções de voto, tentando desfazer a enxurrada de desinformação que circula na mídia. 

Esse ano a vida não permitiu que eu estivesse olho do furacão, onde gosto de estar, mas a gente que é militante sempre dá um jeitinho de participar da luta, colaborar de alguma forma. Pois bem, fico feliz em ter conseguido levar aqueles ideais em que acredito para meus amigos, familiares, companheiros de trabalho, colegas nas redes sociais. 

Esses são momentos de fazer borbulhar a democracia, colocar em xeque os problemas do nosso país e do nosso estado, fazer o que for possível para alcançar as melhorias de vida que todos almejamos. Uma coisa é certa: mudanças na política são necessárias e está mais do que na hora de fazermos uma reforma política séria, que termine de vez com o financiamento privado de campanhas e fortaleça o papel das ideias no processo eleitoral. Ideias claras, em condições justas de disputa, teremos eleições mais politizadas e uma democracia mais amadurecida. 

Meus votos são todos esperançosos. O objetivo principal neste momento é seguir em frente com as mudanças que conquistamos desde 2002, sem retrocessos. Com Dilma vamos continuar avançando rumo ao um projeto de desenvolvimento nacional, com participação do povo, protagonistas de uma política internacional integradora e soberana e de uma economia voltada para os interesses nacionais. As outras candidaturas postas, Aécio e Marina, prometem o retorno ao país de um tempo que não merecemos mais: privatizações, corte de investimentos públicos, submissão política e econômica à potência americana, privilégios para os especuladores em detrimento do setor produtivo nacional. Vamos com Dilma para distribuir ainda mais a renda, alavancar nossa economia junto com os BRICS, enfrentar a crise sem penalizar os trabalhadores, explorar o Pré-Sal e investir essa riqueza em saúde e educação.

Em Alagoas, estamos vivendo uma batalha que o Brasil já venceu em 2002. A política neoliberal tucana deixou em nosso estado marcas profundas, como a quase falência da nossa Universidade Estadual (que permanece de pé  pela ação heróica do Reitor Jairo Campos), das nossas escolas e hospitais. Com 12 anos de atraso, vamos alinhar nosso estado com o projeto nacional. Estou com Renan Filho e Collor com convicção de que, a partir de janeiro, Alagoas fará parte desse novo momento que o Brasil vive e passaremos a jogar no time do desenvolvimento. Para deputado federal,votarei em Paulão, para manutenção de um mandato comprometido com esse mesmo projeto. É o elo que precisa permanecer firme na defesa de Alagoas na Câmara Federal.


Professor Edvaldo: um comunista sertanejo para a Assembleia
Por fim, não vejo a hora de depositar na urna meu voto para deputado estadual. O número 65123 carrega a história das lutas dos comunistas pela democracia, em defesa das liberdades, dos direitos mais essenciais do povo brasileiro e alagoano. Voto no Professor Edvaldo, figura que conheço por ter como referência de liderança política desde o início da minha militância. Um comunista sertanejo, que enfrenta com capacidade e coragem o coronelismo do sertão e saberá enfrentar os duros obstáculos na Assembleia Legislativa. Um estudioso da educação e da realidade alagoana. Nossa Assembleia merece iniciar uma nova etapa e este mandato será um instrumento para todos nós cobrarmos isso da nossa classe política local. Estamos cada vez mais perto: tantos apoios estão sendo manifestados por pessoas que, com a mesma esperança que eu, confiarão em Edvaldo para traduzir em leis nossas ideias, projetos e sonhos!

Votar é, para mim, dos direitos-deveres mais sagrados. Não troco, não vendo, não negocio: Invisto. A política é a grande avenida por onde passam os nossos sonhos brasileiros. Então, que cheguemos às urnas com consciência e responsabilidade. Boa votação a todos!

Conheça mais, leia aqui a entrevista com Professor Edvaldo


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

E também se chamavam sonhos...



E como diz a canção, sonhos não envelhecem. Eles se tornam maiores, quentes e frios, vivem e  morrem. Renascem. Os sonhos que correm nas veias da juventude e nos levantam do sofá, da cama, da vida.

São 30 anos de sonhos lutados, conquistados, chorados, perdidos, vividos. De muitos que se foram em seus caminhos sem olhar para trás. UJS, minha querida juventude. Hoje comemoramos 30 anos de sua fundação. Comemoramos também a fundação de cada jovem que se banhou em suas lutas e o tantos outros que ainda se banharão.

Contigo aprendi a construção coletiva que é negada aos jovens pelo sistema. Sistema esse que impõe o individualismo, que tenta distruir a nossa capacidade de conviver em sociedade, de lidar com a contrariedade, de usar a criatividade, de gostar do diferente, de buscar o que é de central importância PARA TODOS.

Aos 30 a UJS é a prova de que sonhar é para todos e que lutar por nossos sonhos é a fonte que nunca nos deixa envelhecer.

#UJSBalzaca #UJS30anos


terça-feira, 22 de julho de 2014

Adeus ao Mestre Suassuna!




Ariano Vilar Suassuna
1927 - 2014

Muitas homenagens e reverências a este que não pode ser chamado de outra forma que não de Mestre. A humanidade dormirá e amanhecerá menos humana. 



"Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre."


"Quando eu morrer, não soltem meu cavalo nas pedras do meu pasto incendiado: fustiguem-lhe seu dorso alardeado, com a espora de ouro, até matá-lo."


"Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte: o riso a cavalo e o galope do sonho É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver."


"ABERTURA SOB PELE DE OVELHA


Falso Profeta, insone, Extraviado,

vivo, Cego, a sondar o Indecifrável:
e, jaguar da Sibila — inevitável,
meu Sangue traça a rota deste Fado.

Eu, forçado a ascender, eu, Mutilado,

busco a Estrela que chama, inapelável.
E a Pulsação do Ser, Fera indomável,
arde ao sol do meu Pasto — incendiado.

Por sobre a Dor, a Sarça do Espinheiro

que acende o estranho Sol, sangue do Ser,
transforma o sangue em Candelabro e Veiro.

Por isso, não vou nunca envelhecer:

com meu Cantar, supero o Desespero,
sou contra a Morte e nunca hei de morrer."




sexta-feira, 18 de julho de 2014

Mais um adeus em 2014





João Ubaldo Ribeiro
1941 - 2014


" "Amanhã" significa, entre outras coisas, "nunca", "talvez", "vou pensar", "vou desaparecer", "procure outro", "não quero", "no próximo ano", "assim que eu precisar", "um dia destes", "vamos mudar de assunto", etc. e, em casos excepcionalíssimos, "amanhã" mesmo. Qualquer estrangeiro que tenha vivido no Brasil sabe que são necessários vários anos de treinamento para distinguir qual o sentido pretendido pelo interlocutor brasileiro, quando ele responde, com a habitual cordialidade nonchalante, que fará tal ou qual coisa amanhã. O caso dos alemães é, seguramente, o mais grave. Não disponho de estatísticas confiáveis, mas tenho certeza de que nove em cada dez alemães que procuram ajuda médica no Brasil o fazem por causa de "amanhãs" casuais que os levam, no mínimo, a um colapso nervoso, para grande espanto de seus amigos brasileiros - esses alemães são uns loucos, é o que qualquer um dirá. "

(A vida é um eterno Amanhã)


"Se não entendo tudo, devo ficar contente com o que entendo. E entendo que vejo estas árvores e que tenho direito a minha língua e que posso olhar nos olhos dos estranhos e dizer: não me desculpe por não gostar do que você gosta; não me olhe de cima para baixo; não me envergonhe de minha fala; não diga que minha fala é melhor do que a sua; não diga que eu sou bonito, porque sua mulher nunca ia ter casado comigo; não seja bom comigo, não me faça favor; seja homem, filho da puta, e reconheça que não deve comer o que eu não como, em vez de me falar concordâncias e me passar a mão pela cabeça; assim poderei matar você melhor, como você me mata há tantos anos."

(Vila Real)

"Enfim, a presença da Política em nossa existência desafia qualquer tentativa de enumeração. Porque tudo pode - e deve, a depender do caso - ser visto sob um ponto de vista político. É impossível que fujamos da Política. É possível, obviamente, que desliguemos a televisão, se nos aparecer algum político dizendo algo que não estamos interessados em ouvir. Isto, porém, não nos torna "apolíticos", como tanta gente gosta de falar. Torna-nos, sim, indiferentes e, em última análise, ajuda a que o homem que está na televisão consiga o que quer, já que não nos opomos a ele. O problema é que, por ignorância ou apatia, às vezes pensamos que estamos sendo indiferentes, mas, na verdade, estamos fazendo o que nos convém."

(Política - Quem manda, por que manda, como manda,)

terça-feira, 1 de julho de 2014

Ponto de partida

Falar de amor não e fácil, porque parte da experiência pessoal de cada casal, de cada pessoa. É mais difícil porque da mesma forma que não dá pra explicar a um cego a beleza do pôr-do-sol, é impossível explicar o significado de tudo isso a quem nunca amou. Mas hoje eu descobri um tesouro e não poderia guardá-lo só para mim. Preferi compartilhar com vocês.
Este mês de julho completamos um ano e meio de casados. Casamento mesmo, tradicional, na igreja, com padre e aliança. Casamento com uma rotina diferente, mas com suas delícias e problemas, como já imaginávamos que poderia ser.   Pode ser que esse tipo de relação esteja ficando cada vez mais fora de moda, é uma pena, as pessoas não têm mais tempo nem paciência de aprender a lealdade. Sim, porque isso se aprende, não nascemos já sabendo. Ser fiel a um relacionamento não é não ter dúvidas, não é não errar, mas compartilhar dos erros e dúvidas, compreender, pedir perdão e perdoar com o coração, aprendendo juntos como acabar as dúvidas e errar cada vez menos.
Há cerca de sete anos vivemos este relacionamento à “distância”. Esse termo “distância” pode ter dois sentidos. O primeiro é distância física mesmo; eu, um pernambucano lá de Petrolina, morando em São Paulo e ela, uma alagoana arretada de Maceió. Nos beijamos pela primeira vez no alto do pão de açúcar, no Rio de Janeiro. Pronto, aí começa tudo, foi amor ardente, daqueles que a gente sente nas entranhas, que corre na veia.
De lá pra cá já morei em São Paulo, 2500 Km de distância, morei em Porto Alegre, mais 3500 km da danada da distância, até que pra felicidade imensa vim morar bem pertinho dela, no Recife. Só 250 km me distanciava da minha princesa, que sempre esteve em Maceió.
Fomos namorados, noivos e casados à distância, mas finalmente o mês de julho findará com essa etapa, pois minha amada princesa está vindo pra cá, morar de vez e iniciar essa nova fase: juntinhos.
O outro sentido da distancia, não existe no nosso relacionamento. É, não existe, para nós nunca existiu.
Conseguimos passar por todas essas fases de namoro, noivado e o próprio casamento mantendo tuuudo absolutamente aquecido, paixão ardente, amor equilibrado e, em alguns momentos, desequilibrado também. Como isso acontece? O que faz isso permanecer vivo e tão forte? Meu amigo, na verdade, eu não sei explicar, talvez seja o poder da palavra amiga que sempre cultivamos, o carinho, o aconchego, os desejos permanentes e a vontade de amar uma pessoa tão especial.
Nesse tempo descobri que o amor não me torna invencível ou incapaz de magoar minha companheira. O amor me tornou consciente dessa humanidade e disposto a lutar para me tornar um ser humano cada vez melhor. Melhor para aquilo que me faz melhor: minha família. O amor se aprende. Felizmente a vida me deu os melhores professores que poderia ter me dado: minha esposa Mirelly e meu filho João Pedro. Eles me ensinam, com eles estou bem, por eles abro mão das milhões de outras oportunidades e o faço me sentindo tranquilo e feliz. “Se isso não é amor, o que mais pode ser?”
Por muitas vezes, quando me pego pensando nela, percebo que um fator importante que nos faz tão próximos um do outro é o respeito mutuo, a paz nas ações diárias, que faz ficar mais forte o sentimento do dia a dia dentro do meu coração. Já pensei diferente, já vivi diferente. Mudei e sinto que foi para melhor.

Agora, que venha essa nova fase, porque eu quero te agarrar todo dia, princesa! Vou te encher de beijos todas as manhãs e te fazer feliz. Juntos, vamos conquistar o mundo e todos os nossos sonhos!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Até breve,camaradas!


No último sábado, participei da Conferência Eleitoral do PCdoB Alagoas, minha última atividade como presidente do diretório de Maceió e como militante do PCdoB Alagoas. Recebi uma linda e sincera homenagem de meus amigos e camaradas de partido. Momentos como estes é que fazem a gente saber que valeu a pena trilhar o caminho escolhido. 

Sim, são grandes os desafios, mas é para isso que militamos, para combater o bom combate, trabalhar pela nossa gente, pela nossa terra. Foi para isso que me filiei ao PCdoB e acredito que tenha sido pelo mesmo motivo que cada militante também escolheu o Partido Comunista. Nesses anos de militância conheci muitos camaradas, companheiros de luta, e também fiz muitos amigos. Pessoas que são para mim referência de militância e humanidade e que fortalecem minha convicção de que estamos sim no caminho certo. 

Agradeço a todos os parceiros de campanhas, eleições, debates, enfrentamentos e sinto uma grande satisfação por ter compartilhado com vocês cada vitória e também cada derrota. Somos um grande partido porque fazemos grandes as pessoas que aqui militam. Não me despeço de vocês, camaradas, porque não estou me afastando da militância, apenas mudando minha base de atuação. Podem continuar contando comigo nas fileiras do PCdoB, sei que continuaremos a lutar as mesmas lutas pelos mesmos ideais. 

Obrigada por tudo o que me ensinaram. 

Viva o PCdoB, 
viva Alagoas, 
Viva o Brasil e 
Viva o Socialismo!


sexta-feira, 20 de junho de 2014

O incrível mito da mulher que voa


  

Foi o capitalismo moderno que abriu as portas do mercado de trabalho para as mulheres. Oportunidade de emprego e qualificação profissional. É fato que hoje um diploma torna a mulher bem mais “valiosa” para a família e para o mundo do que prendas domésticas.

No fim da década de 60, a revolução sexual, as demandas de marcado e o movimento feminista apontaram o rumo do destino das mulheres: a busca da gloriosa carreira profissional. Deixaram de ser prioridades femininas a família, a criação dos filhos, a “carreira doméstica”. Como não há ação sem reação, esse novo papel feminino que nos é apresentado entra em contradição com o conceito que culturalmente é projetado para as mulheres. A mulher que trabalha, prioriza a carreira profissional, a independência, tem demandas próprias, agenda lotada, e é, se considerarmos os estereótipos vigentes, “masculinizada”. Uma mulher que precisa de um homem suficientemente "seguro" para acompanha-la. Essa é a mulher que somos, essa é a nossa geração. Em sua recente coluna, largamente divulgada pela redes, Ruth Manus questiona se estarão os homens preparados para lidar com as mulheres dessa geração. Se não estão, deveriam estar, certo? Certo, mesmo??

Como me inquieta, preciso questionar: será nossa sina vagar de esteriótipo em esteriótipo, a mercê das demandas do mercado e do sistema? Sim, porque nada mais claro para mim do que a grande farsa que é esse mito de que a mulher realizada profissionalmente é que é a mulher livre e independente. De que devemos deixar nossas casas com empregadas e os filhos com a babá. Que as tarefas domésticas são de importância secundária e por isso as tradicionais “donas de casa” devem ser libertadas dessa “humilhante” função. Que o certo é desejar chegar ao topo profissional e que quem se contenta com um "empreguinho meia boca" em troca de algumas horas de tempo livre é medíocre e acomodada. De que podemos ser mães aos 50 anos e que nossos maridos devem ser "seguros" o suficiente para desejar uma esposa que tem que marcar uma hora na agenda para os encontros do casal. Olha, quem quiser ser assim, que tenha a possibilidade de ser, mas acho que não é o que todas as mulheres querem ser.

A mulher deve poder escolher o que quer ser. Já vi amigas serem criticadas porque tomaram a decisão de abandonar a carreira profissional para cuidar dos filhos. Que isso é uma atraso, antiquado, é voltar atrás na história. Por quê? Porque ela não vai mais produzir economicamente? E desde quando a capacidade de produção econômica é critério para se definir felicidade?

O que ocorreu na verdade foi que tentamos combater um estereótipo criando outro. Devemos lutar por mais oportunidades para as mulheres, mais espaços de decisão na sociedade, pela liberdade de exercer sua sexualidade e sua afetividade da forma que cada uma quiser e desejar. Assim como os homens, porque eles também são pressionados a se adequar a determinados padrões de comportamento que muitas vezes não correspondem a seus desejos e vontades pessoais.  A libertação dos estereótipos deve ser para todos, homens e mulheres. Não acho que os homens devam ser criados para desejar mulheres desse ou daquele tipo. Todos nós, homens e mulheres devemos ser criados aprendendo as respeitar e aceitar os outros seres humanos e a buscar no mar da diversidade aquele que melhor se encaixa no seu jeito de ser.

Se é agradável se relacionar com alguém que não tem tempo pra uma boa conversa, está sempre estressado, trabalha 25 horas por dia, está sempre com o celular apitando e atrasado para alguma reunião? Não né, nem homem, nem mulher. Isso não é ser moderno e seguro, de onde foi que tiraram isso??!!! Querer o parceiro mais presente, ajuda-lo a desacelerar, voltar a ter tempo para um bom livro, um filme, curtir os filhos, fazer uma viagem, cuidar da casa, cozinhar, etc, não é voltar no tempo. É simplesmente ser mais humano.

Camille Paglia
P.S.1 : Em recente entrevista a feminista (ou antifeminista para alguns) Camille Paglia fala exatamente desse novo esteriótipo da mulher superprofissional. Se você gostou do texto da Ruth Manus, aqui está uma opinião diferente.
“Para mim, feminismo é a luta por oportunidades iguais para as mulheres. Ou seja: remover qualquer barreira que atrapalhe o avanço na educação superior e no mercado de trabalho. O feminismo deveria encorajar escolhas e ser aberto a decisões individuais. As feministas estavam erradas ao exaltar a mulher profissional como mais importante que a mulher mãe e esposa. Uma geração inteira de profissionais americanas adiou a maternidade e, quando finalmente decidiu engravidar, não conseguiu encontrar parceiro ou teve problemas de fertilidade.” http://revistaepoca.globo.com/vida/noticia/2012/03/camille-paglia-o-feminismo-nao-e-honesto-com-mulheres.html

P.S.2: Sim, os homens nos querem por perto e precisam da nossa dedicação. Se ouvirmos com carinho ao invés de nos sentirmos cobradas e ameaçadas, talvez role a parceria que tanto almejamos. Com a palavra, eles: http://www.youtube.com/watch?v=J-4A0EDF5tI

“Você e essa agenda egoísta
É um grande risco se seguido a risca
Pois te consome o tempo voa
E é fato consumado a tua ausência ecoa”

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A Verdadeira Independência




A conquista da Independência do Brasil, que teve como momento ápice o grito às margens do Ipiranga, em 1822, foi fruto de muita engenharia política e bélica. Diferentemente da ideia de que recebemos a independência “de mãos beijadas”, pacificamente, como uma concessão ao então futuro regente de Portugal, Dom Pedro, tratou-se de um riquíssimo momento da nossa história, onde pela primeira vez o povo brasileiro, com toda sua complexidade, diferenças de classes e de interesses, uniu-se em torno da ideia do Brasil como um país independente.

Em sua obra “A Revolução Brasílica”, Fernando Diegues apresenta dados e fatos, em especial acerca da estratégia de guerra para a independência, e mostra que, se não houve uma única grande guerra, os vários conflitos e enfrentamentos que ocorreram de norte a sul concorreram fundamentalmente para o reconhecimento do Brasil como um Estado independente de Portugal.

Em todo esse processo, a figura de José Bonifácio de Andrada se destaca, tanto na condução teórica quanto na execução do projeto independentista. Trazendo ideias avançadas para a época, é considerado o Patrono da Independência. Seus textos, documentos e pronunciamentos revelam que intencionava a conquista da verdadeira independência para o Brasil, e via naquela oportunidade o momento para o surgimento de uma nova Nação.

A verdadeira independência defendida por Bonifácio apenas seria possível com o desvencilhamento da Nação Brasileira das amarras políticas, econômicas e sociais. Para ele, a escravidão impedia o desenvolvimento do Brasil e por isso defendeu a abolição da escravatura, assim como a socialização dos índios e a desconcentração e repartição das terras. As amarras econômicas também deverias ser rompidas, instituindo-se impostos mais pesados aos que exploravam e enriqueciam às custas dos recursos nacionais e beneficiando a produção local e nacional.

A correlação de forças naquele momento não permitiu que fosse realizada a independência em todas as suas dimensões, social, econômica e política. Tratou-se de um importante passo para o reconhecimento do Brasil como Estado politicamente independente, mas uma independência ainda limitada.


Infelizmente até hoje o projeto de Bonifácio não pôde ser efetivado por completo. As amarras econômicas ainda nos prendem a acordos que privilegiam a especulação que nada produz no país. A reforma agrária ainda não foi realizada e a concentração de renda acentua as desigualdades sociais. Em nossa história, houve tentativas de retomar o projeto sonhado por José Bonifácio, como a industrialização do Brasil com Getúlio as reformas de base propostas por Jango. Foram interrompidas pelas mesmas forças que impediram o Andrada. Nos últimos 10 anos, as políticas de distribuição de renda, geração de emprego e investimentos na produção nacional retomam esse projeto. Precisamos continuar rumando para construção de uma Nação Brasileira cada vez mais forte, soberana, desenvolvida econômica e socialmente e influente no cenário internacional.

sábado, 14 de junho de 2014

Ressurgimento das Nações





O século XXI tem seu início marcado pelo predomínio de uma Nação com configurações de império.  Os EUA exercem seu poderio bélico , ideológico, cultural e econômico, com auxílio de organismos internacionais e agências de espionagem e de publicidade espalhadas por todo o globo. Embora o atual cenário de crise - que atinge gravemente os centros econômicos do sistema capitalista - não indique a derrocada iminente do império norte-americano, é possível vislumbrar uma reconfiguração da geopolítica, protagonizada pelos BRICS.

A emergência desses novos atores no cenário global é apontada pela mídia monopolizada como a formação de um novo bloco econômico, mas trata-se de algo que vai além de questões econômicas. Os BRICS retomam uma discussão que, para os ideólogos do neoliberalismo, já devia estar morta e enterrada: a existência das Nações, dos Estados Nacionais. A idéia do mundo como uma “aldeia global”, que propagada essencialmente durante a década de 90, tentou secundarizar  o papel dos governos locais perante o mercado global, criando uma ficção de que com o muro de Berlim caíram também as fronteiras dos países e que era chegada a era da governança global. Sem fronteiras e consequentemente sem limites para a circulação do capital.

O surgimento dos BRICS se dá exatamente em torno da retomada do poder político pelas Nações, num momento em que há por parte de alguns países o questionamento da globalização dos mercados, da cultura e da política. As experiências na América do Sul, em especial a Venezuela e o próprio Brasil, apontam para uma atenção maior às necessidades internas dos países, aos anseios do povo e de cada Nação. A emergência dos BRICS não é apenas o surgimento de um bloco econômico, mas de uma nova postura diante da massacrante hegemonia da cultura e da política exercida pela potência americana.

Hoje o desafio principal é retomar o papel das Nações no jogo do poder num mundo globalizado. Reforçar a soberania nacional e o desenvolvimento impulsionado pelo Estado Nacional tem sido o caminho buscado por aqueles que fazem frente ao jogo da especulação que levou o mundo todo a esta que já é considerada a maior e mais grave crise da história do sistema capitalista. 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Feliz Dia dos Namorados!



Sentir é passivo, amor é ação e rima com viver. Não do jeito que se quer, mas de uma forma diferente, que muitas vezes carece de lógica. Amar quando acontece muda a lógica da vida, as coisas passam a fazer sentido de um jeito diferente. Com ou sem sacrifícios, é razão e sentimento. Amar é decidir e arcar com as consequências dessa decisão. É muitas vezes abrir mão da liberdade exatamente para experimentar  uma outra maneira de ser livre. O amor considera o outro, respeita, admira, gosta de ser gostado. 

A razão da decisão pode mudar muitas vezes pelo caminho, pode haver momentos em que ela parece não existir mais. Mas o amor é exatamente essa vontade de procurar, buscar dentre as infinitas possibilidades, e acabar percebendo que, por mais variadas que sejam, todas elas fazem muito mais sentido quando o outro está junto. E namorar é celebrar os prazeres dessa decisão.

Romance sim, beijos na boca, abraços e carinhos, que amar e se sentir amado é muito bom!


Feliz Dia dos Namorados!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Encontro



Estão à beira da mureta, embaixo as ondas quebram. As pernas dela balançando, na verdade queriam caminhar no ar. Ele apenas observava o mar muito calmo e escuro, iluminado por uma luz de estrela ou de barco. Nenhum dos dois queria sair dali. Haviam se encontrado por acaso, mas era como se tivesse sido ontem.

Parecia que todas as palavras eram ditas no silêncio, ele angustiou-se e entusiasmou-se, com o silêncio e com as palavras.

 - Sexo não é apenas o que fazemos com um outro corpo na cama, o grande sexo é aquele que fazemos com o mundo, com todas as pessoas à nossa volta, com os nossos sonhos individuais e com os sonhos coletivos.

Ela sorriu e já sabia onde essa conversa iria terminar. Mas não tinha certeza.

- Quando transamos com o mundo, lutamos com ele, vencemos e somos vencidos, a explosão de prazer é aquela de lutar pela vida, sem precisar se esconder, ou vender-se, nem barato nem caro.

- Você não era tão ligado nessas conversas transcendentais... sexo com o mundo e etc... (pausa, acendeu um cigarro). Acho que todos nós, algum dia, nos vendemos por alguma coisa que achamos que vale a pena.

 - A transa do corpo satisfaz quando já está satisfeita antes de acontecer. É como a medalha do atleta que enfrentou todos os obstáculos, e venceu. E nenhuma corrida tem graça sem troféu no final...

Ela queria concordar, mas não precisava mais.

- Pois para mim sexo é somente isso: sexo. Corpos, prazer, paixão, vontade. É como comer. É bom, é doce, é físico. O mundo e as outras pessoas não têm nada a ver com isso. Sabe, às vezes acho até que eles atrapalham....


Risos dos dois. O mar fica mais escuro e quase some. Não fosse a lua, alguém poderia cair naquele mar.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Escolhas definitivas por segundo




Não há uma maneira correta de se viver. Na verdade, não há UMA maneira de se viver. Pode-se viver de várias formas. Porém essa escolha deve ser feita antes do momento passar, porque depois...o passado é apenas UM e nunca poderá ser mudado. Não nos lastimemos por isso, que o pesar em nada diminuirá essa angústia de que viver é fazer uma escolha definitiva a cada segundo. O que nos resta, e já é muito, é escolher o próximo segundo, horas, dias, planos.

Escolhendo e vivendo, mas também é preciso avaliar, pensar, fazer o balanço do que se viveu. O erro é inevitável ao ser humano. E considerando que a cada segundo fazemos uma escolha definitiva, a probabilidade de erro é imensa. Aprender com os erros e ter domínio da própria lógica, que nos fez fazer certas escolhas, pode ser a diferença entre amadurecer com sofrimento ou sofrer sem amadurecimento.

Errar nem sempre é sofrer - às vezes, e são muitas, se sofre por conta do acerto. E não está provado que felicidade é ausência de sofrimento, está? Também há o erro sem sofrimento, esses por presunção ou por convicção. Parece a mesma coisa, mas não é. Parece que errar só vale a pena com integridade e integridade tem a ver com dar o melhor pedaço de si. Cuidemos, que integridade e convicção não podem transformar o erro em acerto. O próximo segundo, sim.

Quando insistimos no mesmo erro, talvez seja momento de avaliar nossa lógica interna, aquela que aprendemos ao longo da vida e que usamos para tomar nossas decisões definitivas por segundo. A lógica interna nada mais parece ser do que nosso ranking pessoal de princípios e valores. Se estamos errando talvez o erro esteja no que acontece antes mesmo de tomarmos a decisão.

No fim, podemos ter a ilusão de que o que vivemos são reflexos do que fazemos. Será tolice achar que há tantas variáveis no mundo e que nossa ação é apenas mais uma dentre as infinitas ações que ocorrem à nossa volta a todo momento? Não, não somos escravos das consequências de nossas ações, mas sim de tudo o que ocorre neste momento no universo. Ocorre é que dentre todas as variáveis, apenas sobre uma podemos ter o controle, e por isso mesmo o perdemos tantas e tantas vezes: nossas escolhas definitivas por segundo. Faça-mo-las!

quarta-feira, 23 de abril de 2014




Que no peito dos desconsolados,
dos desempregados,
dos desesperados,
dos despreparados,
dos desocupados,
dos desapegados,
dos descontrolados,
dos desatinados,
dos desalinhados,
dos desavisados

também bate um coração...

terça-feira, 25 de março de 2014

Óia eu aqui de novo

Voltei. Depois de uma grande temporada longe dos telhados, resolvi atender ao conclame do esforço concentrado da “marcha da família”, das milhares de cartas recebidas, dos screps, msgs, torpedos, zapszapadas e até mesmo de alguns cartazes “blogbaiaodedois padrão fifa” nas passeatas de junho, enfim, voltei a me dedicar ao nosso blog.

Como já havia dito lá no inicio dos planos desse diário, a intenção aqui é dialogar um pouco sobre as proezas nossa de cada dia, com a cara e a coragem de quem quer construir um tantinho mais de cidadania.

Bora ver...

As pequenas coisas



Pequenas coisas
Átomos, partículas, sopro
Pequenas coisas
Olhares, sorrisos, palavras

O tudo não começa do nada
Ele começa sempre que há
Uma pequena poeira de coisa

Ela entra na pele
Rompe a artéria vital
E faz da poeira o caos

Pequenas coisas são minas
Enterradas no chão do calendário
Elas explodem


Pequenas coisas são bombas

quarta-feira, 19 de março de 2014

Tracy Chapman: uma voz, muitas lutas


Tracy Chapman era iniciante em 1988, quando encarou uma plateia de milhares de pessoas, em uma homenagem a Nelson Mandela no estádio de Wembley.

Lembrada por sua voz bastante grave (muitas vezes confundida com uma voz masculina), Tracy trilhou uma carreira de artista atuante socialmente, transformando o preconceito do qual foi vítima em luta por dignidade para os negros, mulheres e homossexuais, assim como por justiça social.  Por muitas vezes denunciou em suas canções a falta de oportunidades e a violência às quais a população mais pobre está sujeita, tendo sido inclusive premiada várias vezes por seu engajamento social e político.

Nesta linda canção, cantada em Wembley, corajosamente acompanhada apenas de um violão, ela canta a esperança de uma revolução vinda do despertar da consciência do povo. Em um mundo tão cheio de contradições, injustiças e esperanças, sempre podemos acreditar que “essa mesa pode virar”...


Para quem está na casa dos 30, Tracy Chapman certamente aparece nas lembranças das baladas românticas, das festinhas e da dança mais aguardada da noite. Pra relembrar:


A luta contra a violência e pela dignidade das mulheres permanece com muita força e urgência. 

Aproveito para divulgar a MARCHA PELA PAZ- Pelo fim da violência contra a mulher, que se realizará amanhã ( 20 de Março), às 14h, na praça do Carmo, em Olinda/PE.
Na pauta, a efetivação da Lei Maria da Penha e do Plano de Políticas para as Mulheres.
















Eu vou!

segunda-feira, 17 de março de 2014

As pontes da cidade


A Recife e seus caminhos inventados, uma homenagem. 



As pontes da cidade

Pontes por onde pessoas atravessam, que atravessam rios.
Pontes que atravessam pessoas.
As pontes da cidade, cortam as gargantas dos caminhos,
Criam novos passos onde apenas existia ar e impossibilidades.

As pontes da cidade apontam para mim
Que pouco ou nada delas pude atravessar
Pontes imóveis que percorrem o coração
Em alta velocidade
Transportam, não, tragam, carregam, cospem
Todos aqueles que ousam sobre elas
Pousar mesmo que por instantes
Sua efemeridade.

As pontes desta cidade,
Não têm ciência dos muros
Ignoram desencontros
Desconhecem a dúvida
E tratam com escárnio esses obstáculos
Que dia após dia colocamos à nossa frente.

Essas pontes dessa cidade
São mais que pontes, mais que pessoas, mais que corações,
Elas são o desejo genuíno de viver e ultrapassar.

(Mirelly Câmara)

terça-feira, 11 de março de 2014

Mainstream: A nova guerra global dos conteúdos


“O termo mainstream inclui tudo que diz respeito a cultura popular, e é disseminado principalmente pelos meios de comunicação em massa. Muitas vezes é também usado como termo pejorativo para algo que "está na moda". O contrário do Mainstream seria chamado de Underground, ou seja, o que não está ao alcance do grande público, sendo restrito a cenas locais ou públicos restritos.

Em busca rápida no Wikipédia vamos encontrar a definição acima para o termo “Mainstream”. Em resumo, é a cultura “de massa”. Trata-se de algo que todos conhecemos, mas de que pouco sabemos, especialmente no que se refere à sua produção.

A utilização da cultura como instrumento de influência política e ideológica é tática largamente utilizada pelas nações imperialistas e essas táticas estão cada vez mais complexas e especializadas. O Estados Unidos são o grande exemplo de utilização deste artifício. Martel em seu livro “Mainstream” apresenta um importante dado: os EUA são responsáveis pela exportação de 50% dos conteúdos consumidos em todo o mundo, em contrapartida, sendo o maior mercado consumidor de cultura, estão apenas no quinto lugar nas importações.
Aplicação do "Hard" e do "Soft"

A cultura é hoje parte integrante da política do “soft power”, o poder das ideias, diferentemente do “hard power” o poder da força, recorrentemente utilizado na história, e ainda hoje, para conquista de territórios. Foi Joe Nye quem cunhou a expressão: “ O Soft Power também é a influência por meio de valores como liberdade, democracia, individualismo, o pluralismo da imprensa, a mobilidade social, a economia de mercado e o modelo de integração das minorias nos Estados Unidos. E é igualmente através das normas jurídicas, do sistema de copyright, das palavras que criamos, das ideias difundidas em todos o mundo que o “power” se torna “soft”*. Nye colaborou também com a definição da nova diplomacia de Obama, através do “smart power”, uma combinação de persuasão e força, de “soft” e “hard”.

Soa como música, mas é apenas mais uma forma de dominação
Não é preciso pesquisar muito para ver em pleno exercício o “Smart Power” de Obama em vários episódios, mais recentemente na Líbia, Venezuela e Ucrânia, e até mesmo no Brasil. A infiltração de grupos responsáveis por “importar” essas ideias, mobilizar forças locais, especialmente jovens, aliada à ações violentas, integram essa estratégia.


Cultura é poder e com a emergência de novos polos econômicos, começam a surgir também novos polos culturais. As mídias locais, dentre elas as do Brasil, começam a figurar nessa nova batalha mundial de conteúdos. Porém o violento monopólio dos meios de comunicação no Brasil, fruto de uma legislação atrasada, é o grande entrave para que comecemos a ter uma produção Nacional que reflita nossa cara, nosso jeito, nossa cultura. Ficamos à mercê da gigante Rede Globo para produzir conteúdos nacionais. Para termos uma ideia, a maior exportação cultural do Brasil é de novelas da Globo. Isso se somando música, literatura, cinema, etc. É necessário, portanto, que a informação e a cultura passem a ser vistas como estratégicas para um projeto de Nação desenvolvida, ou estaremos à mercê dos ditames de outras Nações e dos seus “Softs”, “Hard´s” e “Smart´s”.

*citações na obra de Frédéric Martel