terça-feira, 13 de maio de 2014

Escolhas definitivas por segundo




Não há uma maneira correta de se viver. Na verdade, não há UMA maneira de se viver. Pode-se viver de várias formas. Porém essa escolha deve ser feita antes do momento passar, porque depois...o passado é apenas UM e nunca poderá ser mudado. Não nos lastimemos por isso, que o pesar em nada diminuirá essa angústia de que viver é fazer uma escolha definitiva a cada segundo. O que nos resta, e já é muito, é escolher o próximo segundo, horas, dias, planos.

Escolhendo e vivendo, mas também é preciso avaliar, pensar, fazer o balanço do que se viveu. O erro é inevitável ao ser humano. E considerando que a cada segundo fazemos uma escolha definitiva, a probabilidade de erro é imensa. Aprender com os erros e ter domínio da própria lógica, que nos fez fazer certas escolhas, pode ser a diferença entre amadurecer com sofrimento ou sofrer sem amadurecimento.

Errar nem sempre é sofrer - às vezes, e são muitas, se sofre por conta do acerto. E não está provado que felicidade é ausência de sofrimento, está? Também há o erro sem sofrimento, esses por presunção ou por convicção. Parece a mesma coisa, mas não é. Parece que errar só vale a pena com integridade e integridade tem a ver com dar o melhor pedaço de si. Cuidemos, que integridade e convicção não podem transformar o erro em acerto. O próximo segundo, sim.

Quando insistimos no mesmo erro, talvez seja momento de avaliar nossa lógica interna, aquela que aprendemos ao longo da vida e que usamos para tomar nossas decisões definitivas por segundo. A lógica interna nada mais parece ser do que nosso ranking pessoal de princípios e valores. Se estamos errando talvez o erro esteja no que acontece antes mesmo de tomarmos a decisão.

No fim, podemos ter a ilusão de que o que vivemos são reflexos do que fazemos. Será tolice achar que há tantas variáveis no mundo e que nossa ação é apenas mais uma dentre as infinitas ações que ocorrem à nossa volta a todo momento? Não, não somos escravos das consequências de nossas ações, mas sim de tudo o que ocorre neste momento no universo. Ocorre é que dentre todas as variáveis, apenas sobre uma podemos ter o controle, e por isso mesmo o perdemos tantas e tantas vezes: nossas escolhas definitivas por segundo. Faça-mo-las!

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