segunda-feira, 30 de junho de 2014

Até breve,camaradas!


No último sábado, participei da Conferência Eleitoral do PCdoB Alagoas, minha última atividade como presidente do diretório de Maceió e como militante do PCdoB Alagoas. Recebi uma linda e sincera homenagem de meus amigos e camaradas de partido. Momentos como estes é que fazem a gente saber que valeu a pena trilhar o caminho escolhido. 

Sim, são grandes os desafios, mas é para isso que militamos, para combater o bom combate, trabalhar pela nossa gente, pela nossa terra. Foi para isso que me filiei ao PCdoB e acredito que tenha sido pelo mesmo motivo que cada militante também escolheu o Partido Comunista. Nesses anos de militância conheci muitos camaradas, companheiros de luta, e também fiz muitos amigos. Pessoas que são para mim referência de militância e humanidade e que fortalecem minha convicção de que estamos sim no caminho certo. 

Agradeço a todos os parceiros de campanhas, eleições, debates, enfrentamentos e sinto uma grande satisfação por ter compartilhado com vocês cada vitória e também cada derrota. Somos um grande partido porque fazemos grandes as pessoas que aqui militam. Não me despeço de vocês, camaradas, porque não estou me afastando da militância, apenas mudando minha base de atuação. Podem continuar contando comigo nas fileiras do PCdoB, sei que continuaremos a lutar as mesmas lutas pelos mesmos ideais. 

Obrigada por tudo o que me ensinaram. 

Viva o PCdoB, 
viva Alagoas, 
Viva o Brasil e 
Viva o Socialismo!


sexta-feira, 20 de junho de 2014

O incrível mito da mulher que voa


  

Foi o capitalismo moderno que abriu as portas do mercado de trabalho para as mulheres. Oportunidade de emprego e qualificação profissional. É fato que hoje um diploma torna a mulher bem mais “valiosa” para a família e para o mundo do que prendas domésticas.

No fim da década de 60, a revolução sexual, as demandas de marcado e o movimento feminista apontaram o rumo do destino das mulheres: a busca da gloriosa carreira profissional. Deixaram de ser prioridades femininas a família, a criação dos filhos, a “carreira doméstica”. Como não há ação sem reação, esse novo papel feminino que nos é apresentado entra em contradição com o conceito que culturalmente é projetado para as mulheres. A mulher que trabalha, prioriza a carreira profissional, a independência, tem demandas próprias, agenda lotada, e é, se considerarmos os estereótipos vigentes, “masculinizada”. Uma mulher que precisa de um homem suficientemente "seguro" para acompanha-la. Essa é a mulher que somos, essa é a nossa geração. Em sua recente coluna, largamente divulgada pela redes, Ruth Manus questiona se estarão os homens preparados para lidar com as mulheres dessa geração. Se não estão, deveriam estar, certo? Certo, mesmo??

Como me inquieta, preciso questionar: será nossa sina vagar de esteriótipo em esteriótipo, a mercê das demandas do mercado e do sistema? Sim, porque nada mais claro para mim do que a grande farsa que é esse mito de que a mulher realizada profissionalmente é que é a mulher livre e independente. De que devemos deixar nossas casas com empregadas e os filhos com a babá. Que as tarefas domésticas são de importância secundária e por isso as tradicionais “donas de casa” devem ser libertadas dessa “humilhante” função. Que o certo é desejar chegar ao topo profissional e que quem se contenta com um "empreguinho meia boca" em troca de algumas horas de tempo livre é medíocre e acomodada. De que podemos ser mães aos 50 anos e que nossos maridos devem ser "seguros" o suficiente para desejar uma esposa que tem que marcar uma hora na agenda para os encontros do casal. Olha, quem quiser ser assim, que tenha a possibilidade de ser, mas acho que não é o que todas as mulheres querem ser.

A mulher deve poder escolher o que quer ser. Já vi amigas serem criticadas porque tomaram a decisão de abandonar a carreira profissional para cuidar dos filhos. Que isso é uma atraso, antiquado, é voltar atrás na história. Por quê? Porque ela não vai mais produzir economicamente? E desde quando a capacidade de produção econômica é critério para se definir felicidade?

O que ocorreu na verdade foi que tentamos combater um estereótipo criando outro. Devemos lutar por mais oportunidades para as mulheres, mais espaços de decisão na sociedade, pela liberdade de exercer sua sexualidade e sua afetividade da forma que cada uma quiser e desejar. Assim como os homens, porque eles também são pressionados a se adequar a determinados padrões de comportamento que muitas vezes não correspondem a seus desejos e vontades pessoais.  A libertação dos estereótipos deve ser para todos, homens e mulheres. Não acho que os homens devam ser criados para desejar mulheres desse ou daquele tipo. Todos nós, homens e mulheres devemos ser criados aprendendo as respeitar e aceitar os outros seres humanos e a buscar no mar da diversidade aquele que melhor se encaixa no seu jeito de ser.

Se é agradável se relacionar com alguém que não tem tempo pra uma boa conversa, está sempre estressado, trabalha 25 horas por dia, está sempre com o celular apitando e atrasado para alguma reunião? Não né, nem homem, nem mulher. Isso não é ser moderno e seguro, de onde foi que tiraram isso??!!! Querer o parceiro mais presente, ajuda-lo a desacelerar, voltar a ter tempo para um bom livro, um filme, curtir os filhos, fazer uma viagem, cuidar da casa, cozinhar, etc, não é voltar no tempo. É simplesmente ser mais humano.

Camille Paglia
P.S.1 : Em recente entrevista a feminista (ou antifeminista para alguns) Camille Paglia fala exatamente desse novo esteriótipo da mulher superprofissional. Se você gostou do texto da Ruth Manus, aqui está uma opinião diferente.
“Para mim, feminismo é a luta por oportunidades iguais para as mulheres. Ou seja: remover qualquer barreira que atrapalhe o avanço na educação superior e no mercado de trabalho. O feminismo deveria encorajar escolhas e ser aberto a decisões individuais. As feministas estavam erradas ao exaltar a mulher profissional como mais importante que a mulher mãe e esposa. Uma geração inteira de profissionais americanas adiou a maternidade e, quando finalmente decidiu engravidar, não conseguiu encontrar parceiro ou teve problemas de fertilidade.” http://revistaepoca.globo.com/vida/noticia/2012/03/camille-paglia-o-feminismo-nao-e-honesto-com-mulheres.html

P.S.2: Sim, os homens nos querem por perto e precisam da nossa dedicação. Se ouvirmos com carinho ao invés de nos sentirmos cobradas e ameaçadas, talvez role a parceria que tanto almejamos. Com a palavra, eles: http://www.youtube.com/watch?v=J-4A0EDF5tI

“Você e essa agenda egoísta
É um grande risco se seguido a risca
Pois te consome o tempo voa
E é fato consumado a tua ausência ecoa”

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A Verdadeira Independência




A conquista da Independência do Brasil, que teve como momento ápice o grito às margens do Ipiranga, em 1822, foi fruto de muita engenharia política e bélica. Diferentemente da ideia de que recebemos a independência “de mãos beijadas”, pacificamente, como uma concessão ao então futuro regente de Portugal, Dom Pedro, tratou-se de um riquíssimo momento da nossa história, onde pela primeira vez o povo brasileiro, com toda sua complexidade, diferenças de classes e de interesses, uniu-se em torno da ideia do Brasil como um país independente.

Em sua obra “A Revolução Brasílica”, Fernando Diegues apresenta dados e fatos, em especial acerca da estratégia de guerra para a independência, e mostra que, se não houve uma única grande guerra, os vários conflitos e enfrentamentos que ocorreram de norte a sul concorreram fundamentalmente para o reconhecimento do Brasil como um Estado independente de Portugal.

Em todo esse processo, a figura de José Bonifácio de Andrada se destaca, tanto na condução teórica quanto na execução do projeto independentista. Trazendo ideias avançadas para a época, é considerado o Patrono da Independência. Seus textos, documentos e pronunciamentos revelam que intencionava a conquista da verdadeira independência para o Brasil, e via naquela oportunidade o momento para o surgimento de uma nova Nação.

A verdadeira independência defendida por Bonifácio apenas seria possível com o desvencilhamento da Nação Brasileira das amarras políticas, econômicas e sociais. Para ele, a escravidão impedia o desenvolvimento do Brasil e por isso defendeu a abolição da escravatura, assim como a socialização dos índios e a desconcentração e repartição das terras. As amarras econômicas também deverias ser rompidas, instituindo-se impostos mais pesados aos que exploravam e enriqueciam às custas dos recursos nacionais e beneficiando a produção local e nacional.

A correlação de forças naquele momento não permitiu que fosse realizada a independência em todas as suas dimensões, social, econômica e política. Tratou-se de um importante passo para o reconhecimento do Brasil como Estado politicamente independente, mas uma independência ainda limitada.


Infelizmente até hoje o projeto de Bonifácio não pôde ser efetivado por completo. As amarras econômicas ainda nos prendem a acordos que privilegiam a especulação que nada produz no país. A reforma agrária ainda não foi realizada e a concentração de renda acentua as desigualdades sociais. Em nossa história, houve tentativas de retomar o projeto sonhado por José Bonifácio, como a industrialização do Brasil com Getúlio as reformas de base propostas por Jango. Foram interrompidas pelas mesmas forças que impediram o Andrada. Nos últimos 10 anos, as políticas de distribuição de renda, geração de emprego e investimentos na produção nacional retomam esse projeto. Precisamos continuar rumando para construção de uma Nação Brasileira cada vez mais forte, soberana, desenvolvida econômica e socialmente e influente no cenário internacional.

sábado, 14 de junho de 2014

Ressurgimento das Nações





O século XXI tem seu início marcado pelo predomínio de uma Nação com configurações de império.  Os EUA exercem seu poderio bélico , ideológico, cultural e econômico, com auxílio de organismos internacionais e agências de espionagem e de publicidade espalhadas por todo o globo. Embora o atual cenário de crise - que atinge gravemente os centros econômicos do sistema capitalista - não indique a derrocada iminente do império norte-americano, é possível vislumbrar uma reconfiguração da geopolítica, protagonizada pelos BRICS.

A emergência desses novos atores no cenário global é apontada pela mídia monopolizada como a formação de um novo bloco econômico, mas trata-se de algo que vai além de questões econômicas. Os BRICS retomam uma discussão que, para os ideólogos do neoliberalismo, já devia estar morta e enterrada: a existência das Nações, dos Estados Nacionais. A idéia do mundo como uma “aldeia global”, que propagada essencialmente durante a década de 90, tentou secundarizar  o papel dos governos locais perante o mercado global, criando uma ficção de que com o muro de Berlim caíram também as fronteiras dos países e que era chegada a era da governança global. Sem fronteiras e consequentemente sem limites para a circulação do capital.

O surgimento dos BRICS se dá exatamente em torno da retomada do poder político pelas Nações, num momento em que há por parte de alguns países o questionamento da globalização dos mercados, da cultura e da política. As experiências na América do Sul, em especial a Venezuela e o próprio Brasil, apontam para uma atenção maior às necessidades internas dos países, aos anseios do povo e de cada Nação. A emergência dos BRICS não é apenas o surgimento de um bloco econômico, mas de uma nova postura diante da massacrante hegemonia da cultura e da política exercida pela potência americana.

Hoje o desafio principal é retomar o papel das Nações no jogo do poder num mundo globalizado. Reforçar a soberania nacional e o desenvolvimento impulsionado pelo Estado Nacional tem sido o caminho buscado por aqueles que fazem frente ao jogo da especulação que levou o mundo todo a esta que já é considerada a maior e mais grave crise da história do sistema capitalista. 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Feliz Dia dos Namorados!



Sentir é passivo, amor é ação e rima com viver. Não do jeito que se quer, mas de uma forma diferente, que muitas vezes carece de lógica. Amar quando acontece muda a lógica da vida, as coisas passam a fazer sentido de um jeito diferente. Com ou sem sacrifícios, é razão e sentimento. Amar é decidir e arcar com as consequências dessa decisão. É muitas vezes abrir mão da liberdade exatamente para experimentar  uma outra maneira de ser livre. O amor considera o outro, respeita, admira, gosta de ser gostado. 

A razão da decisão pode mudar muitas vezes pelo caminho, pode haver momentos em que ela parece não existir mais. Mas o amor é exatamente essa vontade de procurar, buscar dentre as infinitas possibilidades, e acabar percebendo que, por mais variadas que sejam, todas elas fazem muito mais sentido quando o outro está junto. E namorar é celebrar os prazeres dessa decisão.

Romance sim, beijos na boca, abraços e carinhos, que amar e se sentir amado é muito bom!


Feliz Dia dos Namorados!