sábado, 25 de outubro de 2014

A aposta dos brasileiros





Vivemos um período de efervescência política e o conflito de idéias faz parte desse momento (e como são tão melhores esses momentos!). A mim esses choques não incomodam;  insuportável mesmo é a inércia, a apatia, a falta de opinião.

Se em junho tivemos os primeiros sinais dessa movimentação, desta vez estamos numa disputa eleitoral acirrada, entre dois campos programáticos. As pessoas vão às ruas e freneticamente discutem política no ônibus, na sala de espera, nos grupo de watsapp e Facebook.  Neste episódio foram derrotados os que apostavam no desprezo do povo brasileiro pela política e,  em um meio onde a ideia prevalecente era a de que "política não se discute", muito menos partidos ou candidaturas, essa eleição presidencial virou pauta obrigatória.

Acredito que, em exercício de movimentação constante, o debate de idéias pode se tornar mais presente na vida das pessoas e passar a ser conduzido com maior consistência e amadurecimento. Portanto minha torcida não é para que amanhã tudo se acabe e voltemos "ao normal", ao contrário, torço para que uma cultura política mais atuante e comprometida se solidifique cada vez mais em cada brasileiro a ponto de não dependermos mais dos momentos eleitorais para nos ocuparmos da construção diária de nossa Nação.

Em geral o brasileiro está mostrando que faz questão ele mesmo de determinar os rumos de seu país. Falhou a tentativa de nos empurrar uma política pasteurizada, artificialmente consensual, fabricada e enlatada nos porões de Londres e Washington. Sai Marina, entra Aécio na disputa e, então, os que antes apostavam na apatia hoje fustigam o ódio e a intolerância -  em especial contra um eleitorado que sempre teve seus direitos negados, sugerindo uma valoração do voto há muito abolida em nosso país. Não vai dar certo: mostraremos que aqui tem uma Nação Soberana e um povo disposto a lutar por ela. Minha aposta é que neste domingo vai dar Dilma!

Imagem: Em meio a uma manifestação de apoio a Dilma, em Recife, o motorista do ônibus sobe no veículo, agita a bandeira e grita: "EU FAÇO FACULDADE PELO PROUNI". Aposto junto com ele.

sábado, 18 de outubro de 2014

Como decidir? (e porque eu escolhi Dilma)



Nossa jovem democracia está em processo de amadurecimento. Faz parte desse processo errar, testar novos caminhos, carregar nas tintas. A legislação eleitoral precisa ser aperfeiçoada e as regras para o exercício do poder político e a participação popular merecem maiores holofotes no próximo período. A Reforma Política é urgente, para que possamos dar um salto e robustecer nossa democracia.

Hoje temos uma eleição bastante personalizada. A marquetagem substituiu em grande parte a análise crítica das candidaturas e o voto passou a ser atraído por critérios cada vez mais subjetivos (carisma, empatia) do que objetivos (propostas, programas). Dessa forma, a "personalidade" dos candidatos é mais trabalhada do que os projetos que representam. Acredito que essa, inclusive, seja a fonte de muitas distorções que estamos vendo nessas eleições. Busca-se o voto sem referências, dissociado de qualquer ideia de coletivo ou mesmo dos compromissos firmados. Nesse ponto, observar os apoios ofertados a esta ou aquela candidatura pode servir de norte,a exemplo de artistas com posições políticas públicas definidas, economistas com uma linha de pensamento mais ou menos ortodoxa, revistas ou jornais cujo editorial exprime uma determinada linha ideológica ou é comandada por certos grupos políticos . Em outros casos, das "celebridades vazias", cai novamente na seara da marquetagem e da influência meramente pessoal.
(Sobre isso, cabe uma observação: o Brasil sempre foi recheado de referências de opiniões das mais variadas no espectro ideológico, mas hoje infelizmente parece que emitir opinião política é ofensivo, beirando ao criminoso. É a criminalização da política e o desinteresse pela coisa pública, isso precisa mudar. )

Veja está com Aécio, Chico vota Dilma. Fico com Chico.
Difícil é no meio desse bombardeio midiático distinguir o joio do trigo. Verdade ou mentira, marketing ou brilho próprio, propostas eleitoreiras ou projetos de Brasil. Voltar-se para a história pode ser um bom ponto de referência: o que cada grupo político representa para o Brasil? Quais experiências podem ser usadas como comparativo para essa batalha atual? Acredito que são vários os capítulos da história que podemos utilizar como parâmetro: foram muitos os embates entre um campo desenvolvimentista/nacionalista - que defende o papel do Estado como fomentador do desenvolvimento, sendo este voltado eminentemente aos interesses nacionais, e os afiliados à visão mercadológica/global anglo-americana - para quem o mercado é o condutor da economia, a qual deve desvencilhar-se do caráter nacional e dotar o sentido de "aldeia global". Hoje, esses campos estão marcadamente representados por Dilma e Aécio, respectivamente.

Outro parâmetro que podemos utilizar para melhor identificarmos as candidaturas é através da observação de experiências concretas. Como sucederam as experiências comandadas por um e por outro grupo? Extrapolar a personalidade do candidato é preciso e o bom neste caso é que ambos possuem projetos exercidos por seus grupos na própria presidência da república. Dilma possui a experiência de Lula e a sua própria como referência, enquanto Aécio, por mais que queira negar e se desvencilhar, possui a de FHC (além da sua própria no governo de Minas, que também é bastante emblemática).

É aqui que as máscaras da marquetagem caem, pois enquanto Aécio brada desesperadamente para que deixemos de "olhar no retrovisor para olhar o futuro" (esqueçamos a história), "esqueçamos Minas, vamos olhar para o Brasil" (ignoremos as experiências concretas), Dilma nos convida a comparar, analisar os dados, números, estatísticas, projetos. Um tem medo de ser avaliado, a outra, faz questão.

Os dois projetos que se embatem nessas eleições já foram postos em execução no Brasil e os efeitos foram diversos. E não falo apenas de FHC e Lula: essa é uma batalha que se desenrola ao longo da história do nosso país. Analisando longe dos holofotes da TV, Dilma representa os setores que sempre estiveram a favor dos interesses nacionais, dos direitos trabalhistas, da distribuição de renda e da luta por justiça social. Taí as razões da minha escolha.

O número de indecisos mostra uma certa dificuldade do cidadão brasileiro em fazer essa escolha. Ir além da cortina de fumaça midiática é possível, mas trabalhoso. Seria menos difícil se nossa cultura não fosse a de se preocupar com política apenas em época de eleição. Voltando à questão do amadurecimento da democracia brasileira: que cheguemos ao tempo em que a participação e interesse no cotidiano da política possa dispensar apresentações iniciais e que as cartas já estejam na mesa antes mesmo do jogo começar.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Uma Avenida de Esperanças!

Hoje é, para mim,  uma sexta-feira incomum. A essa altura do campeonato, em anos anteriores, eu estaria a todo vapor nas ruas, com santinhos enfiados nos bolsos, debatendo e chamando às urnas os últimos indecisos, apresentando minhas opções de voto, tentando desfazer a enxurrada de desinformação que circula na mídia. 

Esse ano a vida não permitiu que eu estivesse olho do furacão, onde gosto de estar, mas a gente que é militante sempre dá um jeitinho de participar da luta, colaborar de alguma forma. Pois bem, fico feliz em ter conseguido levar aqueles ideais em que acredito para meus amigos, familiares, companheiros de trabalho, colegas nas redes sociais. 

Esses são momentos de fazer borbulhar a democracia, colocar em xeque os problemas do nosso país e do nosso estado, fazer o que for possível para alcançar as melhorias de vida que todos almejamos. Uma coisa é certa: mudanças na política são necessárias e está mais do que na hora de fazermos uma reforma política séria, que termine de vez com o financiamento privado de campanhas e fortaleça o papel das ideias no processo eleitoral. Ideias claras, em condições justas de disputa, teremos eleições mais politizadas e uma democracia mais amadurecida. 

Meus votos são todos esperançosos. O objetivo principal neste momento é seguir em frente com as mudanças que conquistamos desde 2002, sem retrocessos. Com Dilma vamos continuar avançando rumo ao um projeto de desenvolvimento nacional, com participação do povo, protagonistas de uma política internacional integradora e soberana e de uma economia voltada para os interesses nacionais. As outras candidaturas postas, Aécio e Marina, prometem o retorno ao país de um tempo que não merecemos mais: privatizações, corte de investimentos públicos, submissão política e econômica à potência americana, privilégios para os especuladores em detrimento do setor produtivo nacional. Vamos com Dilma para distribuir ainda mais a renda, alavancar nossa economia junto com os BRICS, enfrentar a crise sem penalizar os trabalhadores, explorar o Pré-Sal e investir essa riqueza em saúde e educação.

Em Alagoas, estamos vivendo uma batalha que o Brasil já venceu em 2002. A política neoliberal tucana deixou em nosso estado marcas profundas, como a quase falência da nossa Universidade Estadual (que permanece de pé  pela ação heróica do Reitor Jairo Campos), das nossas escolas e hospitais. Com 12 anos de atraso, vamos alinhar nosso estado com o projeto nacional. Estou com Renan Filho e Collor com convicção de que, a partir de janeiro, Alagoas fará parte desse novo momento que o Brasil vive e passaremos a jogar no time do desenvolvimento. Para deputado federal,votarei em Paulão, para manutenção de um mandato comprometido com esse mesmo projeto. É o elo que precisa permanecer firme na defesa de Alagoas na Câmara Federal.


Professor Edvaldo: um comunista sertanejo para a Assembleia
Por fim, não vejo a hora de depositar na urna meu voto para deputado estadual. O número 65123 carrega a história das lutas dos comunistas pela democracia, em defesa das liberdades, dos direitos mais essenciais do povo brasileiro e alagoano. Voto no Professor Edvaldo, figura que conheço por ter como referência de liderança política desde o início da minha militância. Um comunista sertanejo, que enfrenta com capacidade e coragem o coronelismo do sertão e saberá enfrentar os duros obstáculos na Assembleia Legislativa. Um estudioso da educação e da realidade alagoana. Nossa Assembleia merece iniciar uma nova etapa e este mandato será um instrumento para todos nós cobrarmos isso da nossa classe política local. Estamos cada vez mais perto: tantos apoios estão sendo manifestados por pessoas que, com a mesma esperança que eu, confiarão em Edvaldo para traduzir em leis nossas ideias, projetos e sonhos!

Votar é, para mim, dos direitos-deveres mais sagrados. Não troco, não vendo, não negocio: Invisto. A política é a grande avenida por onde passam os nossos sonhos brasileiros. Então, que cheguemos às urnas com consciência e responsabilidade. Boa votação a todos!

Conheça mais, leia aqui a entrevista com Professor Edvaldo