quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Votos de Natal





É Natal! Vamos reavivar nossas esperanças!

Neste dia em que comemoramos a vinda de um grande líder espiritual, que pregou o amor, a solidariedade, o desapego às coisas materiais, vamos lembrar do que é realmente importante em nossas vidas.

Que cada presente trocado seja intermediado por um abraço apertado e sincero.

Façamos uma reflexão sobre nossos erros e acertos, para que a lição de cada um seja recebida no coração e se fixe na memória, para nossa evolução pessoal.

Que tomemos a séria decisão de não sermos mensageiros do sofrimento alheio. Que por nossas atitudes possamos contribuir não apenas com a felicidade dos que amamos, mas de todos os que a vida colocar em nosso caminho.

Usemos o Natal como "desculpa": é um tempo maravilhoso, em que aquele perdão que ficou engasgado na garganta pode ser dado e recebido com alegria.

Que as portas estejam abertas para os amigos, os corações para os sonhos e as mentes para as boas ideias.

Que as mãos trabalhem por um mundo melhor e que venha um futuro de mais oportunidades, trabalho e dignidade para nossa Nação Brasileira!

Obrigada Senhor Jesus! Envia tua Luz e Bênçãos para a humanidade, em especial aos líderes de todas as Nações e aos que lutam por Justiça. Que sejam aliviadas as dores dos que sofrem, alimentados os que têm fome e distribuída com justiça as riquezas produzidas por teus filhos. Amém!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Ode à mediocridade



DA MEDIOCRIDADE

Nossa alma incapaz e pequenina
Mais complacências que irrisão merece.
Se ninguém é tão bom quanto imagina,
Também não é tão mau como parece.

(Mario Quintana)



Geralmente sou o que podemos chamar de pessoa mediana, normal. Descobri que assim posso me dedicar intensamente ao que acho importante e nem tanto assim ao que é apenas obrigatório. Me contento com isso, e daí? 

Sabe de uma coisa, eu me recuso a ceder um milímetro que seja da minha humanidade em nome de uma invencibilidade que não existe. A todo momento ouvimos : "dê sempre o seu melhor", "esforce-se e será recompensado", "o importante é ser feliz sempre". "Nascemos para ser feliz", esse é um dogma de nossos tempos.

Já tivemos utopias mais justas e dignas do que essa da felicidade plena. Essa de que é preciso sempre funcionar a pleno vapor, ser o melhor da equipe ou ao menos se esforçar para isso, ser o mais feliz ou ao menos estar sempre realizado. Esse ideal moderno não respeita em nada nossa essência humana, imperfeita, incompleta, limitada, necessitada do outro, de ajuda, tantas vezes incapaz.

Não precisamos dar nosso melhor o tempo todo, estarmos sempre certos, cheios de razão. Definitivamente não precisamos seguir sempre os melhores conselhos, não devemos ter medo de errar, de perder tempo com bobagens, de ver a vida passar sem "aproveitar ao máximo". Não temos a obrigação de atingir o topo do sucesso profissional e nem de sermos mães ou pais infalíveis. Não precisamos ser de ferro. O motivo é simplesmente porque, na maioria das vezes NÃO CONSEGUIREMOS. Aceitar nossas limitações é tão mais reconfortante... não para superá-las ou consertá-las, mas simplesmente para conviver com elas em paz. 

Não se trata de comodismo, afinal é muito legítimo a qualquer ser humano buscar evoluir, ofertar oportunidades melhores à sua família e a si próprio. O que tem me incomodado é esse excesso de expectativas e cobranças impostas às pessoas, em especial aos jovens, e que nos priva de compreender nossas escuridões, defeitos, medos, dúvidas. São padrões cruéis: "Você sempre pode fazer melhor, nunca desista, resultados só vêm com muito esforço". Quero não. Já faz um tempo que percebi que meus momentos mais felizes são justamente os que me desobrigo da perfeição e me dou uma folga, me permito fraquejar, aceitar o que sou e apenas curtir o prazer de não ter que conseguir. 

Um brinde à mediocridade!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O vilão é o superavit (e porque o Brasil paga mais do que deve)

Quais são nossas prioridades? 


O superavit primário está na ordem do dia. Ainda bem. Talvez seja o momento para desmascarar esse que tem sido o vilão do orçamento, comprometendo mais de 40% dos nossos recursos para pagamento de uma dívida que nós, cidadãos brasileiros, nem sabemos se existimos ou como passou a existir.

Não sabemos se existe? Incrível, mas é verdade. A dívida pública é um amontoado de contratos cujo beneficiário muitas vezes não está tão claro, de juros abusivos e inconcostitucionais, de rolagens e cálculos imprecisos, de números ainda não analisados com a seriedade que merecem. E esse não é um problema de agora, cálculos que deveriam ser refeitos à luz da Constituição, ou seja, desde o século passado (!), ainda estão sendo considerados para dimensionamento da dívida. Muitos países estão refazendo esses cálculos e a conclusão é absurda. Em estudo recente na França calculou-se que a dívida diminuiria para menos da metade caso fosse auditada. O Equador conseguiu reduzir 65% da dívida.

Não podemos estipular como programa principal do governo brasileiro o pagamento de uma dívida ilegal, ilegítima e inconstitucional que consome mais de 40% do nosso orçamento. Esse dinheiro deveria estar sendo direcionado para serviços públicos essenciais (saúde educação, transporte, segurança) obras estruturantes, no desenvolvimento do nosso país. Devemos exigir uma auditoria pública séria dessa dívida!

Para termos uma ideia, um exemplo simples: ação judicial para correção dos juros de financiamento de automóvel. Todos conhecemos algum caso desse, em que os juros são pela justiça declarados abusivos e recalculados sob patamar constitucional. O problema é a chantagem que os bancos fazem, de que irão inserir o consumidor que ingressar judicialmente em uma "black list". Ora, esse procedimento também é inconstitucional e deve ser combatido, não passa de chantagem. No caso da dívida pública, a chantagem é em nível Global. Não podemos aceitar: pagamos o justo e ponto. Qualquer coisa a mais do que isso é extorsão, roubo!

Voltando ao superavit, uma informação preciosa a nós brasileiros: Dos 20 maiores países do mundo, 17 vão adotar o déficit em 2014 (e nós não somos um deles:ainda faremos uma reserva de cerca de 10 bilhões de reais). Isso mesmo, eles exigem que paguemos essa dívida (ilegal, inconstitucional e ilegítima) e não o fazem eles mesmos.

A oposição tenta taxar a medida de diminuição da meta de superavit de irresponsabilidade fiscal. Se considerarmos as reais prioridades do povo, que foi às ruas em junho exigindo mais investimentos em serviços públicos (ou seja, aumento de gastos públicos) e que optou nas urnas pelo estímulo ao desenvolvimento, a ampliação das obras de infraestrutura e a ampliação de programas sociais,  resta claro que irresponsabilidade é continuar reservando bilhões de reais para pagamento da Dívida Pública sem saneá-la adequadamente, isso durante o período da pior crise econômica de todos os tempos.