domingo, 8 de fevereiro de 2015

Mais energia para o Brasil



Parque de energia eólica: setor cresce rápido, mas ainda é insuficiente

Alguém disse que a culpa do aumento da gasolina é minha, por ter votado na Dilma. Pois eu poderia dizer que ainda bem que elegemos Dilma, pois senão o aumento seria ainda maior. Poderia, mas com esses argumentos simplistas, de "luta de torcidas", acabamos perdendo oportunidade de debater o problema com a seriedade que ele merece. Assim, prefiro dizer que não votei na Dilma apenas para aumentar ou diminuir a gasolina. Eu votei e elegi um projeto para enfrentar, dentre outros, o desafio da produção energética no Brasil(incluo aí os combustíveis).

Neste ponto, a mídia anda fazendo uma apresentação irresponsável do problema, colocando como se o aumento dos preços fosse questão de vontade da presidenta, e que ocorreu para cobrir o "rombo" na Petrobrás.  Não podemos permitir que toda a investigação desses escândalos de corrupção tenha o efeito contrário do desejado: varrer os corruptos da Petrobrás deve servir para fortelecê-la, não para desmoralizar e destruir a nossa estatal. Assim, é importante termos a noção de que o preço do combustível não aumentou "por causa da Petrobrás", mas sim apesar de todos os esforços feitos para segurar os preços, tendo chegado a estatal a comprar o combustível por um preço mais alto do que o de venda para o mercado interno, tudo para evitar que os preços subissem. A mídia esquece que há poucas semanas estava ela mesma defenestrando o governo por segurar os preços da gasolina, alegando que não é papel do Estado intervir em questões econômicas e que o mercado é quem deve livremente definir os valores praticados (e graças a essa "lei de mercado" os donos dos postos agora aumentaram os preços em valores acima do reajuste). Da mesma forma, não fazem circular a notícia que a Petrobrás vem batendo anualmente recordes em produção e arrecadação e que a queda ou aumento do valor de ações não define por si só o declínio ou expansão de uma empresa, mas reflete movimentações e arrumações do mercado. Um exemplo são as empresas de Eike batista que, dias antes de quebrar, contavam com cotações altíssimas na bolsa.

Há dez anos retomamos um importante projeto, que é base para o nosso desenvolvimento: a produção energética. Vivemos uma década de estagnação nesse setor, mas a partir de Lula foi conferida uma nova (mas ainda insuficiente) política energética para o país. A Petrobrás expandiu as pesquisas e a produção (daí a descoberta do Pré-sal), tivemos investimentos em novas matrizes energéticas. Hoje o Brasil é um dos que mais investe em energia eólica e fechou um grande acordo com a China para pesquisa e produção de energia solar. O que precisamos agora é aprofundar essa estruturação, avançar com a construção de hidrelétricas, que produz energia limpa, vencer o que desejam a privatização da Petrobrás, retomar a produção de energia nuclear, enfim, defender nossa autonomia para produção da nossa própria energia. São esses alguns dos desafios e acredito que a presidenta Dilma quem tem compromisso com esses objetivos. A indicação do ex-presidente do Banco do Brasil sinaliza nesse sentido: a Petrobrás não se curvará aos interesses predatórios do mercado e precisa permanecer servindo de esteio para o projeto nacional de desenvolvimento.

É por isso que lutamos!

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